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“Nenhum partido deve eleger mais de quatro deputados estaduais”, afirma Paulo Araújo sobre disputa proporcional de 2026, Veja o Vídeo

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Por Nayara Cristina

O tabuleiro político de Mato Grosso se movimenta intensamente à medida que as eleições de 2026 se aproximam. Nos bastidores, líderes partidários e parlamentares traçam estratégias para formar chapas proporcionais tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara Federal. A construção dessas alianças, porém, tem se mostrado um verdadeiro desafio, especialmente entre os grupos governistas, que buscam manter a coesão e acomodar os atuais detentores de mandato.

Nesta terça-feira, o deputado estadual Paulo Araújo (Progressistas) falou sobre o cenário, destacando que a montagem das chapas exige habilidade política e paciência. Segundo ele, nenhum dos partidos que atualmente compõem a base governista deve conseguir eleger quatro ou mais deputados estaduais nas próximas eleições. “Existem várias dificuldades e dúvidas. É quase impossível que qualquer partido que esteja hoje na base do governo ou que tenha cadeiras na Assembleia Legislativa consiga eleger quatro deputados estaduais ou mais”, afirmou o parlamentar.

Paulo Araújo explicou que essa limitação decorre do novo contexto eleitoral e da distribuição de forças entre as legendas. “O ritmo das montagens de chapa mudou consideravelmente. Nós temos um limitador de 20%. Ou seja, o candidato para se eleger vai ter que alcançar no mínimo 17 mil votos”, destacou. Ele pontuou ainda que, mesmo com o crescimento populacional do Estado, o Supremo Tribunal Federal manteve o número de vagas em 24 cadeiras na Assembleia Legislativa, o que, segundo ele, prejudica a representatividade do eleitorado mato-grossense.

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O parlamentar também comentou a formação de chapas para deputado federal, ressaltando que as conversas entre União Brasil, Progressistas, Republicanos, PSB, MDB e PP estão em andamento. “Nosso privado ao governo é o bilhete. Até então a gente vem trabalhando com a orientação partidária. A condução da majoritária é de autonomia dos filiados, mas a federação decide em conjunto. União e PP não terão ruído, vamos caminhar tranquilamente. A chapa de federal está praticamente completa, e a de estadual ainda exige muito diálogo”, declarou.

Paulo Araújo ainda mencionou o papel das lideranças partidárias na consolidação das alianças. “O deputado Eduardo Botelho é um grande amigo e vai ser fundamental nessa articulação. O deputado Max Russi também tem um papel importante, é uma grande liderança e vai ajudar muito no xadrez das eleições. Os partidos precisam se organizar para garantir espaço aos nomes fortes que pretendem disputar a reeleição”, observou.

O deputado também direcionou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por não ter determinado a redistribuição do número de deputados federais conforme o crescimento populacional de Mato Grosso. Segundo ele, a decisão da Corte contraria o que está previsto na Constituição Federal e prejudica diretamente o Estado. “Eu sou contra o aumento do número total de deputados, mas favorável à redistribuição conforme o critério populacional. Mato Grosso tem população para ter nove deputados federais. A decisão do Supremo contraria a Constituição e prejudica o Estado, porque há unidades da federação que perderam população e continuam com o mesmo número de representantes”, afirmou.

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Além das discussões sobre o cenário político, o deputado Paulo Araújo esteve na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde participou de uma reunião com vereadores para tratar da destinação de emendas parlamentares de sua autoria voltadas ao município. Durante a visita, concedeu entrevista aos jornalistas que acompanhavam a sessão plenária, ocasião em que abordou o panorama das articulações eleitorais e a distribuição de forças nas chapas proporcionais.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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