POLITICA

“Não dá mais para aceitar”, diz Mauro Mendes ao anunciar força-tarefa contra mortes de mulheres em MT

Publicados

em

Ana Paula Figueiredo

Estado cria núcleo especial após sequência de crimes violentos e pressão por respostas mais duras

Diante do aumento expressivo de assassinatos de mulheres em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (União) anunciou a criação de um gabinete específico para enfrentar a violência de gênero no estado. A nova força-tarefa será coordenada pela delegada Mariell Antonini, da Polícia Civil, e terá atuação integrada com outros órgãos do governo.

Segundo Mendes, a iniciativa surge como resposta à gravidade da situação e à cobrança da sociedade por medidas mais efetivas. “É uma realidade que choca, revolta e exige ação imediata do poder público”, declarou o governador durante o anúncio feito nesta quarta-feira (10).

A delegada escolhida para comandar o gabinete tem mais de uma década de atuação na área e atualmente coordena ações voltadas à proteção de mulheres vítimas de violência. A expectativa do governo é ampliar o monitoramento de casos, acelerar investigações e reforçar políticas de prevenção.

Mato Grosso voltou a aparecer no topo das estatísticas nacionais de feminicídio, com registros frequentes de crimes ocorridos dentro de residências e envolvendo extrema violência. Levantamentos oficiais indicam que, apenas em 2025, o número de mortes já se aproxima do total registrado em todo o ano anterior.

Leia Também:  “Tribunal de Contas não é prêmio de consolação para político em fim de carreira”, afirma Sérgio Ricardo, VEJA O VÍDEO

Cidades do interior e da Região Metropolitana de Cuiabá concentram parte significativa dos casos, muitos deles marcados por brutalidade, uso de armas brancas e histórico de violência doméstica. Em alguns episódios, os autores tiraram a própria vida após cometer o crime.

O novo gabinete deve iniciar os trabalhos nos próximos dias, com a promessa de apresentar ações concretas para reduzir os índices e fortalecer a rede de proteção às mulheres em situação de risco.

COMENTE ABAIXO:

POLITICA

Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

Leia Também:  Max Russi denuncia abuso contra servidores e defende responsabilização do Estado em esquema de empréstimos

Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

Leia Também:  Judiciário implanta Centro de Solução de Conflitos específico para Saúde Pública em MT

O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

Veja:

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA