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MP veta fechamento da Santa Casa e defende judicialização se necessário; “governo pode arrematar em novo leilão” diz promotor Milton Mattos

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por Nayara Cristina

 

Impasse  sobre Santa Casa de Cuiabá mobiliza Governo e Ministério Público

Cuiabá, 17 de setembro de 2025 — O futuro da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá voltou a gerar preocupação entre autoridades e órgãos de controle. A instituição, que acumula uma dívida milionária com funcionários há anos e enfrenta milhares de processos trabalhistas em trâmite na Justiça do Trabalho, foi colocada em leilão nas últimas semanas, mas não atraiu interessados. Sem lances, a unidade continua sob intervenção do Governo do Estado, que desde 2019 mantém a gestão do hospital.

O governador Mauro Mendes já anunciou que pretende inaugurar até novembro o novo Hospital Central de Mato Grosso, empreendimento que recebeu investimento superior a R$ 200 milhões e promete ampliar a rede estadual de atendimento. A previsão é de que, com a abertura da nova unidade, o contrato com a Santa Casa seja encerrado. No entanto, a possibilidade de descontinuidade dos serviços da instituição preocupa autoridades e especialistas em saúde, já que o hospital oferece atendimentos exclusivos, como tratamentos oncológicos infantis, radioterapia e serviços de trauma que não existem em outros hospitais públicos do estado.

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Nesta terça-feira (16), durante a inauguração do novo Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen), o promotor de justiça Milton Matos da Silveira Neto, titular da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Coletiva de Cuiabá, foi questionado sobre a situação da Santa Casa e reafirmou a posição firme do Ministério Público. “Não há possibilidade de se fechar a Santa Casa. Quando estive lá recentemente, havia 66 crianças em tratamento oncológico. Temos pacientes em radioterapia que não podem ser absorvidos por outros hospitais. O Hospital Central não terá esse serviço, o Hospital Geral e o Hospital de Crianças não têm condições de atender essa demanda, e nem mesmo a rede privada conseguiria suprir. Portanto, o fechamento é inviável”, declarou.

Segundo o promotor, o MP acompanha de perto o processo e discute alternativas junto ao Governo do Estado e ao Judiciário. Entre as possibilidades em análise estão a realização de um novo leilão para tentar atrair interessados, ou até mesmo a arrematação direta do imóvel pelo Estado em uma segunda asta pública, o que permitiria a continuidade do funcionamento da unidade, possivelmente sob gestão de uma organização social. Ele lembrou que existem mais de 7.800 processos trabalhistas relacionados à Santa Casa, e a resolução da dívida também deve ser incluída nas negociações.

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Milton Silveira Neto destacou ainda que existe um compromisso firmado entre o Governo do Estado, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas de que a Santa Casa não será fechada. “Se alguém pensar em encerrar as atividades da Santa Casa, o Ministério Público vai intervir e acionar a Justiça para impedir que isso aconteça. É um serviço essencial à população, e nós vamos garantir sua continuidade”, reforçou.

O impasse, entretanto, segue sem definição clara. Enquanto o Governo do Estado aposta na inauguração do Hospital Central para reforçar a rede pública de saúde, especialistas alertam que a ausência dos serviços exclusivos da Santa Casa traria um colapso imediato no atendimento de centenas de pacientes. A expectativa é de que, nas próximas semanas, uma solução seja construída para assegurar que a unidade continue em funcionamento e que os direitos trabalhistas dos profissionais também sejam contemplados.

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Seminário em Cuiabá capacita gestores e contabilistas para a elaboração de orçamentos públicos

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Cuiabá sedia nos dias 13 e 14 de maio o 2º Seminário de Contabilidade Pública – Orçamento Público: do planejamento à entrega de resultados, evento promovido pela Associação Mato-grossense de Contadores Públicos em parceria com a ATAME, assessoria especializada em ações de formação e capacitação no setor público.

O Presidente da AMCP, Luiz Mário de Barros, destaca a importância da elaboração correta do orçamento público, alicerce estratégico de qualquer gestão. “É por meio do orçamento que as diretrizes de governo se convertem em políticas públicas efetivas e o desenvolvimento local ganha materialidade. Contudo, a complexidade da execução orçamentária e a rigorosa pressão pela conformidade legal tornaram o ciclo PPA, LDO e LOA um desafio constante para contadores, planejadores e parlamentares. Lacunas no planejamento costumam resultar em baixa eficiência na aplicação de recursos, apontamentos pelos órgãos de controle e, primordialmente, na perda de oportunidades para a sociedade”.

O auditor do TCE-MT Francisney Liberato, palestrante e coordenador pedagógico do seminário, ressalta a importância desta capacitação focada na elaboração dos orçamentos públicos, que objetiva contribuir para que os gestores, auditores e contabilistas superem uma barreira fundamental: a distância entre o que se planeja e o que se entrega.

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“Este seminário foi criado para fechar essa lacuna. Essa é a maior dor de quem trabalha com orçamento público pois um Plano Plurianual que não dialoga com a Lei de Diretrizes e a Lei Orçamentária Anual, está fora da realidade, contraria as recomendações e normas do Tribunal de Contas, e quem paga a conta é a população pois não terá os serviços e políticas públicas previstos no orçamento”, afirma o auditor.

Em dois dias de imersão, contadores, secretários de finanças, gestores municipais e auditores vão aprender, na prática, como estruturar um ciclo orçamentário sólido — com segurança jurídica e até inteligência artificial aplicada ao gasto público.

O seminário terá a presença de palestrantes do mais alto nível: Conselheiros do TCE-MT, o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas e um Juiz do TJ-MT. E no segundo dia, três oficinas práticas intensivas — com vagas limitadas.

Entre os palestrantes estão o conselheiro do TCE-MT Antonio Joaquim; o conselheiro Waldir Júlio Teis, mediador de um dos painéis de debate; o auditor do TCE e professor Francisney Liberato; o Procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito; o Contador Geral de Cuiabá, Eder Galiciani; a diretora técnica de Planejamento Estratégico da Prefeitura de Cuiabá, Silvina Maria dos Anjos; o Secretário Adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz-MT, Ricardo Capistrano; o juiz do TJ-MT, Vinícius Paiva Galhardo e o Gestor Governamental do Estado de Mato Grosso, Cícero Rodrigues Garcia.

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