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MP afirma que execução de Renato Nery teve comando e treinamento militar e pede júri popular para PM e caseiro

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JB News

Por  Karla Neto

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) solicitou à Justiça que o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, acusados de envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.

O pedido foi protocolado após a audiência de instrução e julgamento realizada na última quarta-feira,23, na qual ambos tiveram as prisões preventivas mantidas.

O promotor Rinaldo Segundo destacou nas alegações finais que as provas reunidas são suficientes para submeter os réus a julgamento popular.

Segundo ele, Alex confessou ter sido o executor dos disparos e foi filmado por câmeras de segurança se aproximando de Renato, em frente ao escritório da vítima, montado em uma moto vermelha.

O advogado foi alvejado com sete tiros na cabeça, disparados com uma pistola Glock G17 adaptada para rajadas. Socorrido com vida, não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

Heron, por sua vez, também é réu confesso e apontado como o articulador da execução. Ele teria conseguido a arma no Batalhão da Rotam e cedido uma chácara em Várzea Grande para o treinamento de Alex e como esconderijo pós-crime.

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Além disso, o promotor afirma que Heron atuou como intermediário entre os mandantes e o executor, dentro de uma estrutura criminosa liderada por policiais militares.

A motivação do crime, segundo o MP, foi uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural de mais de 12 mil hectares, em Novo São Joaquim.

O casal de empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, de Primavera do Leste, teria encomendado a morte do advogado após perderem a causa para ele.

O valor prometido para a execução foi de R$ 200 mil, que não chegou a ser pago na totalidade.

Investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram uma cadeia de envolvimento que incluiu ao menos outros seis policiais militares.

Entre eles, Jackson Pereira Barbosa, apontado como o primeiro contato entre os empresários e os executores; Ícaro Nathan Santos Ferreira, da inteligência da Rotam, que teria fornecido a arma e repassado parte do pagamento; e Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso, que participaram da encenação de um confronto armado para eliminar a arma usada no homicídio ação que resultou na morte de um jovem e ferimentos em outros dois.

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Esses quatro últimos policiais foram afastados da corporação e, após passarem por prisão preventiva, hoje respondem em liberdade com monitoramento eletrônico.

Todos os investigados, incluindo Heron e Alex, foram denunciados por homicídio qualificado, fraude processual, organização criminosa e, no caso do PM, também por abuso de autoridade.

O processo agora aguarda a decisão judicial sobre a pronúncia dos réus, o que, se acatado, os levará a julgamento pelo Tribunal do Júri, como pleiteia o Ministério Público.

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Polícia Civil localiza e prende condenado por estupro de vulnerável em Pedra Preta

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A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (22.4), em Pedra Preta, um mandado de prisão em desfavor de um homem, de 26 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação integra a Operação Regional Rondonópolis Segura, voltada ao cumprimento de ordens judiciais e intensificação do combate à criminalidade na região.

A ordem judicial, cumprida pela Delegacia de Pedra Preta, refere-se à regressão de regime, com pena remanescente de sete anos a ser cumprida inicialmente em regime fechado, expedida pela Vara Única da Comarca de Pedra Preta.

O caso ocorreu em 2017, quando a mãe da vítima procurou a Polícia Civil para relatar abusos praticados contra sua filha, que à época tinha 12 anos, enquanto o autor tinha 18 anos.

De posse do mandado judicial, a equipe policial deu início a diligências investigativas com o objetivo de localizar e prender o condenado, que se encontrava foragido. Após levantamento de informações, ele foi localizado na região da Vila Garça Branca, distrito de Pedra Preta.

Ele foi preso e não ofereceu resistência. Em seguida, foi conduzido à sede da Delegacia de Pedra Preta, onde foi apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.

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“A ação evidencia o empenho investigativo da Polícia Civil no cumprimento de ordens judiciais e na responsabilização de autores de crimes graves, reforçando o compromisso institucional com a proteção de vítimas em situação de vulnerabilidade e a garantia da justiça”, destacou o delegado Fabricio Garcia Henriques.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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