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MME lança estudo sobre o impacto das mudanças climáticas no planejamento da geração de energia elétrica

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O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou na última terça-feira (4/11) o estudo “Impactos das Mudanças Climáticas no Planejamento da Geração de Energia Elétrica”. Desenvolvido em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o trabalho consolida os resultados de um conjunto abrangente de análises sobre os efeitos das mudanças climáticas no planejamento da expansão e na operação do setor elétrico brasileiro. Além de avaliar a robustez do sistema, o estudo também abordou aspectos sociais, regulatórios e de governança.

Baseado em projeções climáticas de alta resolução e simulações avançadas de operação e expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN), o trabalho revela que, ao considerar diferentes cenários de mudanças climáticas no planejamento, há a possibilidade de redução dos custos de operação em até 13%, o que representaria um efeito médio de 7% nas tarifas de energia.

O Secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, participou do lançamento e destacou a importância da iniciativa para o setor energético. “É de suma importância incluir os efeitos das mudanças climáticas no planejamento energético. Antecipar cenários e adaptar a operação da matriz elétrica é fundamental para otimizar custos operacionais e orientar a transição energética com base em evidências científicas. Estudos como esse trazem materialidade para essa intenção”, afirmou.

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O estudo está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Transição Energética (Plante), que busca direcionar os esforços do governo e de outros atores para uma matriz energética mais sustentável e de baixa emissão de carbono, contribuindo para a neutralidade de emissões líquidas de gases de efeito estufa no país.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do Projeto Sistemas de Energia do Futuro, fruto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, executado pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o MME e com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha.

O projeto tem como objetivo principal apoiar a integração das energias renováveis e eficiência energética no sistema brasileiro de energia. O estudo foi desenvolvido a partir da parceria com a EPE e o consórcio formado pela PSR e a Tempo OK. Também contou com o apoio técnico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), responsáveis por análises climáticas e dados hidrológicos.

O estudo está disponível no link: http://psr-energy.com/docs/sumario_executivo_impactosclimaticos.pdf 

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

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Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

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O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

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O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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