Nacional
MME e BNDES promovem debate sobre sistemas de armazenamento de energia
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta segunda-feira (08/12), a abertura do Workshop “Perspectiva de Negócios em Armazenamento de Energia no Brasil”. O evento é realizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e terá programação até quarta-feira (10/12).
Representando o MME, a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, destacou, durante a abertura do workshop, a importância do evento para a construção do consenso e a troca de conhecimento sobre sistemas de armazenamento. “O setor energético passou muitos anos contando com os mesmos mecanismos e empreendimentos. O armazenamento é disruptivo tanto no setor elétrico quanto na ciência. O equilíbrio instantâneo entre oferta e demanda é um desafio, portanto ter a viabilização de tecnologias de armazenamento, é um passo importante para a transição energética”, afirmou.
Lorena também ressaltou as iniciativas do Plano Setorial de Energia, do Plano Clima e do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). Segundo a secretária-adjunta da SNTEP, essas ações do MME aprofundam a atenção ao tema do armazenamento, criando mecanismos que favorecem a descarbonização e impulsionam o desenvolvimento desse setor.
O MME realizou no último mês a consulta pública acerca do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026 – Armazenamento. Com 112 participações, a consulta teve o objetivo de reunir contribuições sobre as diretrizes do leilão a ser realizado no próximo ano.
Os sistemas de armazenamento têm ganhado destaque como soluções promissoras para diversas aplicações no setor elétrico brasileiro, incluindo o suprimento de capacidade no horário de ponta, atuando como complemento a fontes de geração, como as termelétricas. Além disso, com a significativa queda nos custos nos últimos anos, o uso de baterias para armazenamento de energia elétrica vem se expandindo em escala global, sendo amplamente adotado para diferentes finalidades, como a prestação de serviços ao sistema, o aumento da estabilidade e a melhoria da qualidade do fornecimento de energia.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Nacional
Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio
Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).
Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.
“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.
Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.
Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.
O documento está organizado em três partes:
A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.
A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.
A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.
A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.
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