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MJSP reforça papel na regulação de tecnologias e proteção de dados durante congresso da Fiesp

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São Paulo, 05/08/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, nesta terça-feira (5), do VII Congresso de Segurança Cibernética, Proteção de Dados e Governança de Inteligência Artificial, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. Na ocasião, foram apresentadas as iniciativas do Poder Executivo voltadas à regulação de tecnologias e a proteção de dados.

A secretária nacional de Direitos Digitais do MJSP e presidente do Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD), Lílian Cintra de Melo, foi uma das principais vozes do evento. Ela destacou as ações estruturantes que vêm sendo conduzidas pelo Governo Federal para regulamentar o uso de tecnologias no campo da segurança pública, com ênfase na preservação de direitos fundamentais. Lílian apresentou a Portaria nº 961/2025, assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, como um marco na atuação estatal frente aos desafios da transformação digital.

“Esse é o primeiro documento normativo voltado ao uso de tecnologias na segurança pública. Ele estabelece diretrizes claras, como a exigência de autorização judicial para acesso a dados sigilosos, o descarte obrigatório de dados irrelevantes e a proteção das infraestruturas críticas nacionais. A proposta é equilibrar eficiência tecnológica com a garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos”, afirmou.

A secretária também abordou o trabalho realizado no âmbito do CNPD, que entregou à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), em julho, um conjunto de subsídios para a elaboração da futura Política Nacional de Proteção de Dados e Privacidade, prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O material é resultado de mais de 60 reuniões de sete grupos de trabalho formados por conselheiros voluntários.

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“São mais de 500 páginas de conteúdo técnico qualificado, construído com diálogo plural e profundo. A política vai muito além da proteção de direitos — ela também deve impulsionar o desenvolvimento econômico, a inovação e a governança de dados no País. Estamos comprometidos em criar um ambiente que una segurança jurídica, inclusão digital e estímulo à economia de dados”, explicou.

A proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital também foi uma das pautas levadas pela secretária ao congresso. Ela citou iniciativas interministeriais como a Estratégia Crescer em Paz, o Snave (Sistema Nacional de Acompanhamento da Violência nas Escolas), o Guia de Telas e o apoio do MJSP ao projeto de lei conhecido como ECA Digital, que estabelece medidas protetivas no ambiente virtual. “Nosso foco é empoderar as famílias, ampliar a educação midiática e mitigar riscos. A infância deve ser protegida também nas plataformas digitais”, concluiu

Acordo de cooperação

Outra importante ação do MJSP no congresso foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Polícia Federal e a Fiesp, com o objetivo de fortalecer a troca de informações para prevenir crimes de alta tecnologia. A parceria prevê o intercâmbio de dados sobre ameaças e inteligência cibernética, além do estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções em segurança digital, com foco na prevenção.

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Durante o evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que o sucesso na prevenção e combate aos crimes digitais depende da integração entre poder público e setor privado. “Esse acordo sinaliza um caminho sem volta: a cooperação plena entre os setores. Precisamos de informações — anonimizadas, sim — mas suficientes para agirmos preventivamente. Depois que o crime acontece, o dano já está feito. A prevenção é o grande vetor dessa parceria”, afirmou.

“Essa é uma iniciativa inédita e pioneira que vai fortalecer a segurança do setor produtivo e do ambiente digital. Nosso objetivo é criar um espaço seguro, imparcial e juridicamente respaldado para que empresas interessadas possam participar voluntariamente, compartilhando dados e informações estratégicas, com total garantia de confidencialidade e respeito à legislação vigente”, destacou o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e 1º vice-presidente da Fiesp, Rafael Cervone.

O Congresso

O VII Congresso de Segurança Cibernética, Proteção de Dados e Governança de Inteligência Artificial reúne autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo na sede da Fiesp, em São Paulo. A programação aborda temas como o uso ético da inteligência artificial, segurança da informação, proteção de infraestruturas críticas e combate a fraudes. O evento é promovido anualmente pela Fiesp e pelo Ciesp, por meio do Departamento de Defesa e Segurança (DESEG), e é considerado um dos principais fóruns do País sobre o tema.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

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Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

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O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

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O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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