Nacional
Ministro Márcio Macêdo dialoga com moradores da Favela do Moinho, em preparação para visita do presidente Lula
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, visitou, nesta quarta-feira, 25, a Favela do Moinho, em São Paulo. O ministro reuniu-se com integrantes da associação de moradores para dialogar sobre o acordo de solução habitacional para a comunidade, cujas portarias serão assinadas amanhã, dia 26, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia na própria favela.
“O presidente Lula fez uma opção, ele queria vir na comunidade, queria evitar um ato político, queria ver as pessoas, conversar com os moradores daqui, com as pessoas que estão envolvidas no processo, as famílias, então nós construímos uma atividade neste modelo, para que ele possa chegar, visitar as pessoas, conversar com a comunidade e informar sobre o fechamento desse novo ciclo e a abertura de um outro, que agora as coisas vão andar para a locação e locais definitivos para essas pessoas e o terreno ser destinado para uma questão que seja pública também, de uso da cidade”, afirmou Macêdo.
De acordo com o ministro, foi possível construir um acordo no qual o governo federal vai participar com R$180 mil por residência e o governo do estado com R$ 70 mil. Além disso, na fase de transição cada família que necessitar, receberá R$ 1,2 mil mensais do governo do estado para alugar um imóvel até que a casa própria seja adquirida. Ele ainda garantiu que todas as 900 famílias que participaram do acordo estão dentro do processo. “As famílias que foram cadastradas serão contempladas dentro desse acordo que foi feito da aquisição assistida, assim como foi feito no Rio Grande do Sul, é isso que está acordado e é isso que vai ser feito”, garantiu Macêdo.
Márcio Macêdo ainda reafirmou a posição do governo federal de construção de um acordo pacifico. A SGPR teve participação ativa na construção do acordo. “Tanto eu, quanto o ministro Jader Filho, das Cidades, mantivemos contato com interlocutores do estado de São Paulo para essa ação conjunta. A violência como foi feito no início, nós não concordamos, chegou a ser suspenso o processo de cessão do terreno para que a gente pudesse dialogar e isso foi vencido, já passou e o acordo foi feito, agora é um processo de tocar para frente, dentro dos termos acordados pelas partes, pelo governo federal, pelo governo do estado e pela comunidade através dos seus representantes, da sua associação legitimamente designada para isso”, frisou.
Macêdo integrará a comitiva oficial do presidente Lula que estará nesta quinta-feira, a partir das 14h, na Favela do Moinho.
Moradia Popular e Juventude – A agenda do ministro em São Paulo inclui ainda uma reunião com movimentos de moradia urbana, para tratar do aprimoramento da política habitacional do governo federal, através do Minha Casa, Minha Vida. A secretária-adjunta de Diálogos Sociais, Izadora Brito, acompanhou o ministro nas duas reuniões.
Ao final do dia, Márcio Macedo também participou de um encontro com movimentos de juventude, para tratar do Plano Nacional de Juventude. O secretário nacional de Juventude, Ronald Santos, acompanhou o ministro na agenda.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio
Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).
Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.
“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.
Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.
Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.
O documento está organizado em três partes:
A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.
A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.
A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.
A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.
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