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Ministro Márcio Macêdo assina portaria que institui Comitê Gestor do Pronara

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O Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), resultado de mais de dez anos de reivindicação no âmbito da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), ganhou um marco histórico nesta quarta-feira (24). Foi assinada, pelo ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a portaria que institui o Comitê Gestor Interministerial do programa. O ato se deu durante o encerramento da 29ª Reunião da CNAPO, no Palácio do Planalto.

“O Comitê Gestor do Pronara é uma conquista histórica construída por muitas mãos, fruto da luta dos movimentos sociais e do compromisso do presidente Lula. O Brasil, que é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, precisa fortalecer a agroecologia, a agricultura familiar e garantir soberania alimentar com comida saudável e sem veneno. Só com a participação da sociedade civil construiremos políticas sólidas, transparentes e capazes de proteger a vida em todas as suas formas”, destacou o ministro.

Para a secretária-executiva da CNAPO, Patrícia Tavares, assinar a instauração do comitê é uma celebração. “Celebramos a assinatura, pelo ministro Márcio Macêdo, da portaria que institui o Comitê Gestor do Pronara, marco importante para a promoção da soberania alimentar e da agroecologia”, afirmou.

O Pronara tem como objetivo reduzir progressivamente o uso de agrotóxicos, especialmente os mais perigosos, e ampliar alternativas sustentáveis de produção agropecuária, alinhadas à agroecologia e à agricultura orgânica. A iniciativa prevê ações intersetoriais, como monitoramento de resíduos, incentivos fiscais, capacitação de agricultores e fomento a bioinsumos, além do cumprimento de compromissos internacionais.

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“A implementação do Comitê Gestor do Pronara é fundamental para transformar um plano técnico em um plano político, capaz de garantir a transição agroecológica, a qualidade de vida no campo, a defesa da biodiversidade e a redução radical do uso de agrotóxicos. Precisamos agir com urgência para proteger nossas águas, sementes e a vida no planeta”, ressaltou Elizete Maria da Silva, do Movimento da Mulher Trabalhadora do Nordeste.

O Comitê Gestor será coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e contará com subcolegiados para ampliar a participação de órgãos públicos e da sociedade civil. Também foi instituído o Comitê de Assessoramento Permanente, formado prioritariamente por representantes da sociedade civil, que terá a função de orientar e acompanhar a implementação do programa.

“Encerramos a reunião da CNAPO com o anúncio da implementação do Comitê Gestor do Pronara, uma conquista após mais de dez anos de luta. A sociedade civil seguirá atenta para garantir sua participação e a urgência das ações, especialmente na regulação de agrotóxicos proibidos na Europa, mas ainda utilizados no Brasil”, afirmou o representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Jairá da Silva Santos.

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O Comitê Gestor Interministerial é formado por Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Ministério da Saúde (MS); Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério da Fazenda (MF); Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Casa Civil da Presidência da República; Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA).

Serão atribuições do Comitê Gestor elaborar e aprovar o regimento interno, planejar estrategicamente e gerir o Pronara, propondo ações, indicadores, metas e prazos para sua implementação; monitorar e avaliar a execução do programa e propor instrumentos para mensurar resultados alcançados; articular parcerias técnicas e subsidiar tecnicamente o cumprimento de acordos internacionais relacionados a agrotóxicos; integrar o Pronara a outras políticas públicas que visem a redução do uso de agrotóxicos e propor diretrizes e estratégias de apoio aos entes federativos e à sociedade brasileira, e instituir Câmaras Temáticas e Grupos de Trabalho para discutir questões técnicas e emitir resoluções que garantam a coordenação e execução eficaz do programa, incluindo planejamento, monitoramento e avaliação.

Fonte: Secretaria-Geral

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Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio

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Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).

Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.

“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.

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Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.

Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.

O documento está organizado em três partes:

A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.

A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.

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A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.

A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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