Economia
Mesmo com congelamento de ICMS aprovado, Petrobrás anunciou novo reajuste nos combustíveis
JB News
Da Redação
Petrobrás anunciou nesta sexta-feira 17 de junho mais um aumento no preço da Gasolina e do Diesel.
O novo valor começa a ser cobrado neste sábado 18 de junho, segundo a informação o novo reajuste deve aumentar cerca de 20 centavos a mais no preço da gasolina e cerca de 70 centavos no preço do diesel.
Para se ter o aumento,o discurso era de que o preços da gasolina e do diesel, não tinha sofrido alteração por 39 dias, e que por agora precisaria desse reajuste.
Com isso o preço agora que será vendido para às distribuidoras, será de R$ 3,86 para R$ 4,06, na Gasolina já no diesel o preço será repassado por R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro.
Apesar da PL que limita a cobrança de ICMS em 17% sobre os combustívei aprovado no congresso no final desta desmana, os economistas avaliam que ainda deverá subir os preços da gasolina e diesel.
Os governadores de praticamente todos os estados brasileiros estiveram reunidos no Senado Federal para contestar a medida, para muitos chefes de Estado, a medida não conteria os aumentos de preços constantes na bomba. Inclusive o governador de MT Mauro Mendes foi contra alguns pontos da medida, e chegou a dizer que a aprovação da lei a toque de caixa, não passava de uma medida eleitoreira. E que o congresso devia criar medidas para que o preço do combustível tivesse impacto nas bombas.
Para Mauro Mendes, a questão não é o congelamento de ICMS nos Estados, uma vez que já ficou provado, que a medida não limita os aumentos constantes feitos pela Petrobrás, até por que isso já foi feito em MT, e não teve o êxito esperado, mesmo assim os preços continuam a subir.
Outra questão levantada pelo governo, são de que apesar da medida tentar conter a inflação, principalmente nos ccombustíveis, no estado de MT, a expectativa é que o projeto possa fazer com que o setor do álcool receba uma carga maior no ICMS, gerando um aumento nos preços, ggerandomais pperds, já que baixando o ICMS, na tentativa de baixar o preço da gasolina e do diesel, o álcool seria a última opção do cidadão matogrossense.
Em MT, o ICMS referente ao serviço de combustíveis já teve uma redução feita de 25% para 23%, o projeto entrou em vigor em 1 de janeiro deste ano, já na energia elétrica o valor cobrado de 27% passou para 17%, serviços de comunicações de 30% para 17%, gás GLP de 17% para 12%.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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