EDUCAÇÃO
MEC investirá R$ 60 milhões em região mineira afetada por fortes chuvas
O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta segunda-feira, 16 de março, um repasse imediato de aproximadamente R$ 5 milhões para a reconstrução da educação da Zona da Mata Mineira, em Minas Gerais, após as fortes chuvas que atingiram a região e causaram enchentes e deslizamentos. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, serão reconstruídas seis escolas na região. Os recursos somam cerca de R$ 60 milhões. O anúncio foi feito durante encontro com a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão.
“Em um primeiro momento, para dar apoio às ações emergenciais da região, vamos aportar, ainda nesta semana, cerca de R$ 5 milhões via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE)”, disse Santana. “Esse investimento é para ações mais rápidas, como pinturas nas unidades de ensino e apoio a alunos e famílias que estão necessitados após a tragédia. Também foram identificadas cinco escolas aqui em Juiz de Fora e uma em Ubá que precisarão ser reconstruídas e que receberão recursos do MEC”.
Esse investimento é para ações mais rápidas, como pinturas nas unidades de ensino e apoio a alunos e famílias que estão necessitados após a tragédia.” Camilo Santana, ministro da Educação
Em Ubá será reconstruída a Escola Municipal Deputado Filipe Balbi. Já em Juiz de Fora são: Escola Municipal Antônio Faustino, Escola Municipal Catarina Labouré, Escola Municipal Clotilde Peixoto Hargreaves, Escola Municipal Georg Rodembach e Escola Municipal Adenilde Petrina.
Na ocasião, o ministro também informou que estão sendo feitas mudanças no calendário escolar para não prejudicar a formação dos estudantes mineiros, assim como foi feito no Rio Grande do Sul, em 2024. Segundo Santana, todas as medidas que foram tomadas na ocasião serão repetidas agora, com ações diretas para escolas e a construção de novas unidades. Por fim, o ministro destacou que, após futuros levantamentos, o MEC deverá repassar mais recursos por meio do Novo Programa de Ações Articuladas (Novo PAR).
“Também estamos levantando as necessidades de recomposição de materiais e equipamentos. Seguiremos trabalhando, por determinação do presidente Lula, para garantir o retorno à normalidade o mais breve possível”, concluiu.
Visita a Minas – Diversos municípios mineiros foram atingidos por fortes chuvas, causando enchentes e deslizamentos na região da Zona da Mata Mineira. Uma comitiva do MEC esteve nas cidades de Juiz de Fora, Ubá, Rio Pomba e Barbacena, a fim de analisar os impactos das chuvas nas comunidades escolares e na infraestrutura das instituições. Equipes técnicas de engenheiros também realizaram vistorias nos locais e emitiram laudos sobre o comprometimento das estruturas, com a finalidade de auxiliar na definição de ações voltadas à reforma e limpeza das instituições.
Levantamento encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação de Juiz de Fora ao Ministério da Educação identificou 147 escolas da rede municipal afetadas pelas chuvas, com diferentes níveis de impacto na infraestrutura.
Calamidade pública – Logo após as chuvas mais intensas, a Defesa Civil Nacional reconheceu, de forma sumária, o estado de calamidade pública em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa (MG). Cerca de R$ 3,4 milhões foram rapidamente implementados nas duas principais cidades atingidas, bem como os planos humanitários, os quais foram elaborados em conjunto com as prefeituras e executados pelos próprios municípios.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou duas medidas provisórias (MPs) para apoiar a população e a recuperação econômica de municípios atingidos pelos eventos climáticos em Minas Gerais. A primeira MP garante apoio financeiro direto de R$ 7,3 mil por família afetada. A segunda autoriza a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões para empreendedores e empresas que estão impactadas pelos desastres.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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