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MEC faz anúncios para a educação superior do Ceará

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Nesta segunda-feira, 21 de julho, o ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, assinou a ordem de serviço para iniciar a segunda etapa das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. Serão R$ 79,5 milhões para reformas e obras de infraestrutura. Durante a agenda, também assinou, com a Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU-CE), o termo de Cessão Definitiva do imóvel localizado na Praia de Iracema para a Universidade Federal do Ceará (UFC), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A cerimônia ocorreu na Base Aérea de Fortaleza (CE).  

Ao todo, a previsão de investimento para as obras do campus do ITA Ceará é de R$ 180 milhões. Toda a segunda etapa está estimada no valor de R$ 104 milhões, incluindo licitação para obras de infraestrutura, aquisição de mobiliário e equipamentos.  O início das obras dessa etapa está previsto para agosto de 2025, com estimativa de conclusão em outubro de 2026. 

A primeira etapa do novo campus foi aprovada e iniciada ainda em setembro de 2024 para a construção dos blocos de alojamentos e de cursos de engenharia.   

Ao final das obras, o campus terá 18,5 mil m2 de área construída e contará com:  

  • Um bloco de alojamento com três pavimentos, contendo duas salas de atividades; uma área de circulação; uma sala de aula; dois quartos com acessibilidade para pessoas com deficiência (capacidade: quatro alunos); e 40 quartos com sala de estar e cozinha (capacidade: 80 alunos);   
  • Um bloco para cursos de engenharia com três pavimentos, contendo 14 laboratórios didáticos; quatro salas de apoio técnico; oito salas de aula; dois auditórios; seis salas de reunião; seis salas de estudo; duas salas de convivência; dois setores com salas para professores; biblioteca; e espaço de eventos ou exposições.   
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Linha do tempo da implantação do ITA no Ceará

A primeira turma do ITA Ceará, que fez o vestibular de 2024, já está estudando na cidade de São José dos Campos. O vestibular 2025 do ITA encerrou as inscrições em julho, para seleção de uma nova turma em 2026.  Quando estiver concluído, o campus do Ceará terá dois novos cursos: Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis. A cada ano são oferecidas 25 vagas em cada um dos dois cursos, ou seja, 50 vagas anuais.  

Também em junho de 2025, foram publicados quatro editais de seleção com 110 vagas para o ITA, sendo 64 delas destinadas ao campus que está sendo construído em Fortaleza, no Ceará. As vagas são distribuídas entre professor da carreira de magistério superior (50), técnicos da carreira de desenvolvimento tecnológico (25), tecnologista (20) e pesquisador da carreira de ciência e tecnologia (15).  As inscrições estão abertas até 8 de agosto e devem ser feitas no portal do ITA.  

UFC – A assinatura do termo de entrega definitiva do imóvel localizado na praia de Iracema busca consolidar o novo Campus Iracema da UFC e estabelecer um espaço dedicado a eventos, encontros de arte e cultura na Praia de Iracema. O Campus Iracema abrigará a sede do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) e o Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN). As obras das instalações foram autorizadas pelo MEC em abril deste ano. 

O processo de licitação para o novo Labomar e o CTCN foi concluído em fevereiro, com um valor de cerca de R$ 114 milhões, sendo R$ 40 milhões de recursos do Novo PAC. A previsão é que as obras sejam concluídas até 2027.    

Como unidade acadêmica da UFC, o Labomar abriga os cursos de graduação em Oceanografia e Ciências Ambientais, além do Programa de Pós-Graduação em Ciências Marinhas Tropicais. Com a expansão física, pelo menos duas novas graduações estão previstas para a unidade acadêmica: Turismo Ecológico e Meteorologia. O Labomar irá comportar salas de aula, gabinetes de professores, laboratórios de ensino e de pesquisa, além de biblioteca e restaurante universitário.  

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Já o CTCN é um novo equipamento da universidade, para promover exibições permanentes e periódicas, virtuais e interativas sobre ecossistemas do Ceará. Para o novo equipamento, estão previstas salas imersivas e de exposição, bem como auditório.  

Expansão e consolidação – As obras do Campus Iracema da UFC fazem parte do investimento de R$ 5,5 bilhões anunciados pelo governo federal, em junho de 2024, para a consolidação e expansão das universidades e dos hospitais universitários federais. O investimento é parte do Novo PAC e será dirigido à criação de dez novos campi, espalhados pelas cinco regiões do país, e a melhorias na infraestrutura de todas as 69 universidades federais. Além disso, a ação visa repassar R$ 1,75 bilhão para realização de obras em 31 hospitais universitários da Ebserh, sendo oito novos.  

ITA Ceará– Com sede em São José dos Campos, o ITA terá pela primeira vez em 75 anos de história um campus fora do estado de São Paulo. O ITA Ceará foi anunciado pelo presidente Lula em janeiro de 2024.  

O ITA tem seis tradicionais cursos de engenharia: Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, Computação e Aeroespacial. No ITACeará, foram acrescentados dois novos cursos: Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energias Renováveis, com perspectiva de cursos de pós-graduação e de uma outra oferta de graduação em Bioengenharia.  

O primeiro processo seletivo de acesso ao ITA Ceará aconteceu em 2024, com a primeira turma sendo acolhida em 2025 e 2026 ainda no campus de São José dos Campos, em São Paulo. Após a conclusão das obras, as turmas serão transferidas à nova unidade, no Ceará, para dar prosseguimento às atividades.  

Entregas MEC | Ceará  

ITA Ceará 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Piveta atribui crise da educação à Nova República, crítica pauta de gênero e aposta em mais escolas modelo cívico-militar em MT, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A educação pública de Mato Grosso entrou novamente no centro do debate após declarações do governador em exercício Otaviano Piveta, que atribuiu a piora histórica do ensino no Brasil às transformações ocorridas a partir da Nova República e, especialmente, após o governo de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, ao longo dos últimos 30 anos houve uma perda de valores fundamentais dentro das escolas, como disciplina, hierarquia e respeito, o que teria contribuído diretamente para a queda da qualidade educacional.

“Uma das causas da degradação do nosso sistema de educação ao longo dos últimos 30 anos. Depois da Nova República, aí é que começou a degringolar”, afirmou o governador, ao defender uma mudança de rumo no ensino público.

Apesar das críticas ao passado, os dados mais recentes mostram que Mato Grosso vem apresentando evolução nos indicadores educacionais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, o estado alcançou nota 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,9 nos anos finais e 4,4 no ensino médio, evidenciando avanço principalmente nas etapas iniciais. O índice, que varia de 0 a 10, é o principal termômetro da qualidade do ensino no país e combina desempenho dos alunos com taxas de aprovação.

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Na comparação nacional, Mato Grosso acompanha a média brasileira nos anos iniciais, mas ainda enfrenta desafios nas demais etapas, cenário semelhante ao restante do país. Ainda assim, o estado tem avançado em rankings mais amplos e já aparece entre os dez melhores do Brasil em educação, segundo levantamentos recentes, refletindo os investimentos e mudanças na gestão educacional.

A discussão ganhou força após a repercussão de vídeos que mostram brigas entre alunos em uma escola no bairro Tijucal, em Cuiabá. Questionado sobre o caso, Piveta afirmou que situações de violência devem ser enfrentadas com ação imediata das forças de segurança, mas também com medidas estruturais dentro das unidades escolares. “Se chamar a polícia, não demora para chegar”, disse.

Como resposta, o governo tem ampliado o modelo de escolas cívico-militares, que, segundo Piveta, já demonstrou resultados positivos em desempenho e organização. Ele afirmou que a unidade envolvida no episódio recente já foi convertida para esse modelo. “O que nós vamos fazer para coibir isso preventivamente é transformar nossas escolas em cívico-militar, para colocar disciplina, hierarquia e respeito”, declarou.

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Durante a entrevista, o governador também criticou o que considera excesso de debates ideológicos dentro das escolas, incluindo temas relacionados a gênero, defendendo que o foco do ensino deve estar na aprendizagem e na formação acadêmica tradicional. A posição, no entanto, integra um debate mais amplo no país, onde especialistas defendem que temas como diversidade e respeito também fazem parte da formação educacional.

Entre avanços e desafios, Mato Grosso apresenta hoje um cenário de transição: enquanto melhora seus indicadores e sobe no ranking nacional, ainda enfrenta dificuldades principalmente no ensino médio e nos anos finais do fundamental. Nesse contexto, o governo aposta na disciplina e na expansão das escolas cívico-militares como caminho para consolidar os resultados e tentar reposicionar a educação pública do estado entre as melhores do Brasil.
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