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MEC debate alimentação escolar em conferência da FAO

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O Ministério da Educação (MEC) marcou presença na 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39), realizada em Brasília, entre 2 e 6 de março. O evento, promovido pelo Governo do Brasil em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), reuniu ministros e representantes dos países-membros para discutir as prioridades que guiarão o trabalho da FAO na região nos próximos dois anos, com foco no combate à fome e à má nutrição. 

Representando o MEC, o secretário-executivo, Leonardo Barchini, enfatizou o papel central da alimentação escolar nas políticas do governo. “O ministério participa do esforço do Governo do Brasil para erradicar a fome e a pobreza e reduzir as desigualdades sociais em nosso país, reconhecendo a centralidade da alimentação escolar para o futuro das nossas sociedades”. 

Barchini destacou a relevância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que distribui diariamente cerca de 50 milhões de refeições para quase 39 milhões de estudantes da educação básica das escolas públicas. Mencionou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que já conta com mais de 200 membros. Ele também lembrou o recente reajuste médio de 14,35% nos valores repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por aluno do Programa, em vigor para 2026, após seis anos sem correção. 

“Para milhões de estudantes, a refeição escolar é a principal refeição do dia. Não se trata apenas de nutrição, mas de permanência na escola, aprendizagem e dignidade”, destacou Barchini. 

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A merendeira Luciana Pinheiro, de São Sebastião do Paraíso (MG), vencedora do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar do FNDE, participou do evento como porta-voz da categoria. Ela compartilhou a rotina das merendeiras e nutricionistas e ressaltou a inclusão de produtos da agricultura familiar e alimentos orgânicos nos cardápios. Emocionada, Luciana expressou sua gratidão: “Fico muito feliz de estar aqui. Muito obrigada pelo convite”. 

O encontro contou ainda com a participação de outras autoridades, como a secretária-geral das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha; o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli; a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba; o reitor do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), José Carlos de Sá Júnior; e o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador Ruy Pereira.  

Conferência – A LARC39 é um espaço de diálogo técnico e político de alto nível, onde serão sintetizadas as linhas de trabalho da FAO na região sob quatro prioridades regionais, refletindo o Marco Estratégico da Organização e suas quatro dimensões interconectadas para a transformação dos sistemas agroalimentares: 

  • Prioridade Regional 1: Melhor Produção – Produção eficiente, inclusiva e sustentável. 
  • Prioridade Regional 2: Melhor Nutrição – Acabar com a fome e alcançar a segurança alimentar e a nutrição. 
  • Prioridade Regional 3: Melhor Ambiente – Gestão sustentável dos recursos naturais e adaptação à mudança climática. 
  • Prioridade Regional 4: Uma Vida Melhor – Redução das desigualdades e da pobreza e promoção da resiliência. 
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O Brasil foi escolhido para sediar a LARC39 em reconhecimento ao seu grande interesse e compromisso em promover os esforços regionais para combater a fome e a má nutrição, decisão adotada pelos países-membros durante o 38º Período de Sessões. 

Agenda – A participação do MEC na LARC39 se estende à agenda desta terça-feira, 3 de março, quando o ministério também oferece um almoço temático aos participantes da conferência. O menu é composto por receitas preparadas exclusivamente para o evento e buscou contemplar as diversas regiões do Brasil e, principalmente, os cardápios de escolas públicas brasileiras, atendidas pelo Pnae. O cardápio foi extraído dos livros de receitas elaboradas pelas merendeiras do programa. Cinco merendeiras e cinco nutricionistas, responsáveis por essas receitas, estão presentes no evento, para momentos de trocas de experiências e diálogos com as delegações da LARC39, nacionais e estrangeiras.  

No dia 6, será realizada visita técnica ao Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Planaltina, quando as delegações estrangeiras terão a oportunidade de conhecer os projetos do instituto, as instalações do campus, as plantações e os maquinários utilizados para a promoção da sustentabilidade alimentar, além dos possíveis projetos de cooperação com países da América Latina e do Caribe, presentes na LARC39. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) e da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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