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MCTI detalha PBIA em audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados

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O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) foi tema de uma audiência pública realizada, nesta quarta-feira (27), pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados. Na ocasião, os parlamentares presentes na reunião puderam conhecer os detalhes da estratégia nacional para o uso da IA e que busca desenvolver soluções que melhorem significativamente a qualidade de vida da população, otimizando a entrega de serviços públicos e promovendo a inclusão social.

“Essa comissão é um lugar de suma importância para que a gente consiga discutir o papel do plano de IA para o Brasil, que se coloca hoje como um player mundial nesse tema e o país está preocupado. O presidente Lula já deu ordens para que a gente acompanhe e que a gente se torne uma grande potência de IA no Brasil”, enfatizou o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Hugo Valadares, que representou o MCTI na ocasião.

Valadares fez um extenso apanhado das ações da pasta sobre o tema. Lançado em 2024, o PBIA prevê investimentos de até R$ 23 bilhões em iniciativas como a construção de um supercomputador nacional, capacitação de profissionais e apoio à pesquisa aplicada.

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“Eu fui com a ministra ver o computador Santos Dumont, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ), e de fato ali pode ser o grande datacenter nosso, pela potência, pela capacidade que aquele computador. Tem, que pode ser, de fato, a nossa base principal para esse desenvolvimento público, porque esse é um equipamento público”, enfatizou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), que participou da audiência presidida pelo deputado Dr. Zacarias Calil (União/GO).

Segundo o diretor do MCTI, na próxima semana será realizada a segunda reunião do grupo de trabalho do PBIA no Comitê Interministerial para a Transformação Digital (CITDigital), sob coordenação do secretário-executivo do MCTI, Luiz Fernandes. O encontro trará atualizações dos ministérios da Esplanada e marcará um novo momento do PBIA, que neste ano foi incorporado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) como 11º programa estratégico, denominado como IA Brasil, tornando-se a primeira iniciativa exclusiva voltada para temas de inteligência artificial no país. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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