Geral
Max Russi exige apoio financeiro e estrutural à campanha e Centro de Valorização da Vida
Em alusão ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado no dia 10 de setembro, o deputado apresentou indicação ao governo do estado e a Setasc, solicitando apoio financeiro e estrutural às campanhas do ‘Setembro Amarelo’ e do CVV
Por Márcia Martins
Na última terça-feira (10) foi comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Um relatório liberado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o aponta como uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo, na frente de doenças como HIV, malária e câncer de mama, e até de guerras e homicídios. A OMS alerta, inclusive que a atenção e prevenção devem se tornar ainda maiores nos tempos da pandemia de COVID-19, que comprovadamente agravaram fatores de risco. Diante da complexidade do assunto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB) apresentou uma indicação requerendo a urgente necessidade de apoio financeiro e estrutural às campanhas e ações do movimento “Setembro Amarelo”e do Centro de Valorização da Vida (CVV).
Na indicação enviada ao governo do estado e a Secretaria Social de Assistência e Cidadania (Setasc), Max reforçou a importância de conscientizar a população – oferecendo apoio às instituições. Disse que o atendimento de sua solicitação certamente fará com que maior número de pessoas que necessitam de ajuda sejam atendidas, acolhidas e assistidas em um momento desesperador de suas vidas, fator que poderá evitar várias tragédias.
“Todos sabem que a minha maior bandeira de trabalho é a saúde, é o social. Confio em nosso papel como cidadão. Como deputado, convido vocês para nos unir. É preciso conscientizar e levar os órgãos públicos a participar de forma financeira e estrutural das ações realizadas por estas instituições”, defendeu o parlamentar. Ele destacou que o ato de debater o assunto, participar ativamente como cidadão e dar apoio as ações das instituições – são atitudes fundamentais para conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio, principalmente de crianças e adolescentes.
O deputado citou que desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o “Setembro Amarelo”. Segundo a associação e o conselho, são registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 01 milhão no mundo. Trata-se de uma infeliz realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% dos episódios de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar. Com o objetivo de prevenir e reduzir estes números a campanha Setembro Amarelo cresceu e hoje conquistou o Brasil inteiro.
“Justamente por isso, que é necessário o apoio dos órgãos públicos, núcleos, associados e de toda a sociedade”, explicou o deputado.
Alguns fatores que podem contribuir na conscientização e prevenção ao suicídio:
Caminhadas, palestras, balões amarelos, pontos turísticos e edifícios públicos iluminados pela cor amarela, distribuição de folhetos e atendimentos em locais públicos.
Setembro Amarelo
No Brasil, o Setembro Amarelo foi criado em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A ideia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções, garantindo mais visibilidade à causa.
Busque ajuda no CVV
Você precisa de apoio emocional? O Centro de Valorização à Vida (CVV) oferece atendimento voluntário para as pessoas com pensamentos suicidas por meio do telefone 188, e também via chat, e-mail ou presencialmente. Para mais informações acesse cvv.org.br.
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
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