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Max Russi defende decisão da ALMT e diz que  governo tem as prerrogativas de recorrer judicialmente “É direito dele”

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Por Alisson Gonçalves

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira, 10, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, se manifestou sobre a polêmica envolvendo a derrubada do veto do governador Mauro Mendes à proposta que regulamenta os chamados “mercadinhos” nos presídios do estado.

A fala do governador, que acusou 13 parlamentares de votarem “pra defender mercadinho pra bandido”, gerou repercussão negativa entre os deputados.

Ao ser questionado sobre a declaração e sobre a intenção do Executivo de recorrer à Justiça, Max foi direto: “É o direito dele. Ele entendeu que isso é possível. É o direito dele e a Justiça vai decidir.”

Sobre o tom adotado por Mauro Mendes, o presidente da ALMT afirmou que é necessário respeito entre os Poderes.

“Ele tem que respeitar. Nós que falamos, a Assembleia Legislativa, através da maioria, tomou uma decisão. Ele não concorda com essa decisão. Ele vai procurar a Justiça. Ele vai fazer a crítica. Nós estamos em uma democracia. Nós precisamos aprender a conviver com a crítica. E aprender muitas vezes que nós ganhamos e nós perdemos no meio político.”

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Max Russi também fez questão de esclarecer que a derrubada do veto não abre caminho para excessos dentro das unidades prisionais, mas sim para o acesso a itens essenciais.

“Nós não liberamos mercadinha. Ah, liberou sorvete, Nutella… Longe disso. O governo tem que colocar lá dois, três itens que são estritamente necessários. Sabonete, uma pasta de dente. Eu defendo que isso possa ser vendido. Isso. Nada supérfluo. Nada que não tenha necessidade de higiene, de manutenção no seu dia a dia.”

O parlamentar ainda reforçou que a medida visa garantir dignidade mínima aos detentos, sem incentivar a impunidade.

“Independente dos crimes que foram cometidos, são seres humanos. E a gente não tem que segregar ninguém. Muito pelo contrário. Temos que recuperar.”

Segundo Russi, a decisão é legítima e segue o trâmite democrático da Assembleia. “Foi uma decisão do parlamento, da maioria, pelo menos do parlamento, de 13 deputados. E essa decisão vai ficar vigorosa porque foi derrubado o veto.”

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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