Geral
Mauro Mendes chama de factoide, e garante não acessar recurso do FNSP “Prefiro deixar de receber esse dinheirinho, de ter que seguir uma regra que eu acredito que não vai ajudar na estratégia de melhorar o ambiente de segurança para o cidadão”
DECRETO SOBRE USO DA FORÇA POLICIAL
JB News
Por Jota de Sá
Os governadores dos estados brasileiros começaram a reagir sobre o decreto do uso da força policial assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 24 de dezembro.
O decreto virou o novo alvo de embate, e inclusive de ações no Supremo Tribunal Federal (STF), por parte do congresso nacional. Para muitos governadores, o decreto foi publicado sem nenhum diálogo mais profundo com os estados.
O novo decreto que além de outros pontos, prevê que agentes policiais só devem utilizar armas de fogo como último recurso em caso de risco pessoal. Prevê ainda a limitação do uso da força física policial. Para o novo modelo de segurança pública os profissionais deverão passar por uma nova capacitação para atuar nas cidades brasileiras.
O texto assinado pelo presidente condiciona a implementação das novas medidas para que os governadores dos estados tenham acesso aos recursos repasse do Findo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Que tem um montante de R$ 1,1 bilhão de reais em 2025. Esse dinheiro deverá ser utilizado para o combate ao crime organizado defesa pessoal, redução de mortes violentas intencionais, além da valorização da qualidade de vida dos profissionais da segurança pública e no enfrentamento a violência contra a mulher.

Para o governador Mauro Mendes que discorda do novo decreto, “a estratégia de fazer esse debate em cima da polícia militar como se eles fossem os causadores do aumento dos índices de violência e da insegurança é um grande factoide”.
Afirmou ainda que nos últimos anos o Brasil cometeu cerca de mais de 40 mil assassinatos. “É o país que mais mata em números absolutos do mundo. E isso tem que ser combatido com leis duras, com inteligência e estratégia e não com esse tipo de factoides”.
Para o governador, o decreto de Lula é querer transformar os policiais brasileiros em criminosos como se todos cometessem erros . “A minoria comete erros, a maioria são cidadãos de bem que trabalham para prover a segurança publica em todos os estados e cidades brasileiras”. Destacou.
Segundo o governador a segurança pública, tanto a Polícia Militar, a Polícia Civil, e Polícia Penal é muito maior que dinheiro que eventualmente chagaria em MT por conta do novo decreto. E afirmou que Mato Grosso não irá requisitar o recurso do FNSP.
“A segurança pública que bancamos com o dinheiro do estado, é muito maior que esse dinheirinho que eventualmente deixaria de vir. E no meu estado eu já adianto. Prefiro deixar de receber esse dinheirinho, de ter que seguir uma regra que eu acredito que não vai ajudar na estratégia de melhorar o ambiente para o cidadão e para a sociedade”. Disse o governador em entrevista a Jovem Pan News.
O decreto do presidente Lula deve enfrentar no início de 2025 os primeiros embates para que seja derrubado no congresso nacional. A bancada da segurança pública já promete se articular para que seja derrubado o novo decreto. As informações são de que já está em curso a confecção de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), para que seja sustado o decreto do presidente Lula . A medida precisará ser aprovada na Câmara e no Senado Federal para que possa suspender as medidas . Mas só começará a ser debatido após o fevereiro de 2025 com o fim do recesso parlamentar em Brasília.
Geral
Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio
JB News
Por Emerson Teixeira
A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.
Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.
As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.
Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.
Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.
Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.
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