SUSTENTABILIDADE
DAVOS : Marina defende ‘sustentabilidade em todas suas dimensões’: governos, empresas e sociedade
JB News
Ministra reforçou que o Brasil terá uma política de desmatamento zero na Amazônia. Além de atuar na defesa dos indígenas e redução das desigualdades
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Jota de Sá
O Brasil e o mundo precisam tratar a política de sustentabilidade nos governos, nas empresas e com toda a sociedade. Foi o que disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, na abertura do evento na segunda-feira.
Ela fez a proposta ao explicar os impactos das ações humanas e o estilo de vida nas mudanças climáticas.
“Não vamos resolver o problema do clima, da crise ambiental global,se não houver ação transversal no governo, nas empresas e na sociedade. A sustentabilidade em todas as suas dimensões”, disse.
No caso do Brasil, ela lembrou que essa “ação transversal” para a nova política ambiental brasileira requer soluções com atividades econômicas que impactam o meio ambiente, como produção de energia. E necessita também de interlocução com outros atores da economia, como o agronegócio e a indústria.
A ministra ainda reforçou que o Brasil terá uma política de desmatamento zero na Amazônia. Além de fazer a defesa dos indígenas. Ela disse também que junto com seus pares no governo e com setores da sociedade fará uma gestão para reduzir as desigualdades sociais e econômicas.
A ministra Marina Silva e o ministro da Fazenda Fernando Haddad participam do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O evento se encerra na sexta-feira (20/1) e tem a presença de empresários, governos das nações ricas, políticos, pesquisadores da economia e sociedade civil.
SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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