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“Mais terra, menos desenvolvimento”: Medeiros acusa governo de prejudicar MT com reservas indígenas

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Ana Paula Figueiredo

Parlamentar afirma que expansão de terras indígenas em estados estratégicos economicamente favorece interesses externos e prejudica a população local

O deputado estadual José Medeiros (Podemos) afirmou nesta quarta-feira (19) que a política de criação de novas reservas indígenas é um “absurdo” e criticou a forma como o governo federal destina recursos para essas áreas. Segundo o parlamentar, nem um centavo do dinheiro investido chega efetivamente às comunidades locais, e recursos do exterior estariam sendo direcionados para o mesmo objetivo.

“Mais terra, mais terra, mais terra… e não são os indígenas que estão exigindo isso, mas o próprio governo e algumas ONGs envolvidas. E, na maioria das vezes, essas terras são muito produtivas ou situadas sobre reservas minerais valiosas”, declarou Medeiros.

O deputado ainda ressaltou que Roraima já teve mais de 60% de seu território destinado a reservas indígenas e alertou que Mato Grosso pode enfrentar situação semelhante. “Mato Grosso está se tornando um dos principais estados do país em termos econômicos. Vejo essa sanha como uma forma de asfixiar o estado. Há interesses econômicos externos envolvidos, que buscam prejudicar nossa economia”, disse.

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Medeiros comentou também sobre questões legislativas recentes. Segundo ele, a deputada Erika Kokai apresentou um projeto de lei que passou por modificações na Câmara, foi aprovado no Senado e sancionado pelo presidente. “O governo não pode liberar mais recursos, mas o projeto avançou com mudanças importantes”, afirmou.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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JB News

Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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