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Escritoras vencem prêmio literário e livros serão lançados na Expo Favela Innovation MT 2025

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AUTORES INDEPENDENTES

Elias Neto e Sandra Costa Oliveira | CUFA-MT

Duas escritoras vencem 1º Prêmio Literário para Autores Independentes na Expo Favela Innovation MT 2024, realizada no último final de semana, e vão ter seus livros publicados e lançados nesta mesma feira de negócios para favela, na edição de 2025.

Aline Mirella Duarte Teixeira e Joyce Lilian Lombardi foram contempladas com todo o processo editorial e de publicação de suas obras, numa parceria da Umanos Editora, Renovagraf e Central Única das Favelas de Mato Grosso (Cufa-MT). “Este ano conseguimos trazer uma novidade para Mato Grosso durante a Expo Favela que foi o prêmio literário e que, com certeza, vai acontecer em todo o Brasil. Imagine todos os estados fazendo esse concurso literário. Só temos a agradecer a Umanos Editora e a Renovagraf por mais essa realização”, disse o presidente da Cufa-MT, Anderson Zanovello.

Na oportunidade, o gerente comercial da Renovagraf, Cláudio Apariz, destacou que a Cufa de Mato Grosso foi a primeira das Cufas do país a realizar esse concurso literário durante uma Expo Favela. “O Brasil é feito de pessoas e livros e quando surge um novo livro, surge um novo autor. Esse mercado editorial de cultura faz com que uma criança apareça como um novo leitor. Quando autores novos aparecem, faz com que a Renova, que é uma gráfica, venha pelo Brasil inteiro realizar quantos outros eventos que faça o que está acontecendo aqui, é o nosso papel. E a Cufa de Mato Grosso foi a primeira a realizar esse prêmio”, pontuou Apariz.

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Já o editor-geral da Umanos Editora, Jair Donato, falou do impacto da parceria da Umanos e a Expo Favela que é a de proporcionar a essas escritoras imortalizar a própria obra. “Quando um autor publica uma obra, ele imortaliza o pensamento dele. Este é o impacto de uma parceria. Obrigado pela oportunidade de propiciarmos que estas pessoas possam levar [sua obra] a um número de pessoas que talvez nunca cheguem a conhecê-las pessoalmente, mas através da obra, poderão conhecer. Ser o pensamento deles”, declarou Donato.

Emocionada, a escritora premiada na segunda colocação e que terá 200 edições do seu livro publicadas, Joyce Lombardi agradeceu a oportunidade de participar do processo e destacou que a favela escreve sua própria história. O nome do seu livro. “A favela é potente e a gente precisa contar para o Brasil o quanto o Mato Grosso é potente. Muito obrigada pela oportunidade de estar aqui”, afirmou Joyce.

A primeira colocada no prêmio literário e que terá 300 edições publicadas da sua obra, Aline Mirella Duarte Teixeira, disse que será um sonho a ser realizado ver o seu primeiro livro publicado. “Tenho muitos livros não publicados. E eu demorei muito nesse processo porque eu não acreditava na minha potência. Então, essa descoberta aqui com vocês é muito simbólica. […] Eventos como esse é mais do que uma questão política, a gente precisa estar presente para ocupar esses espaços sempre. Viva a favela”, destacou Aline.

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*EXPO FAVELA INNOVATION MT* – A Expo Favela em Mato Grosso 2024 é uma realização da Favela Holding, Cufa-MT e Associação de Desenvolvimento Social das Favelas, com parceria institucional do MT Criativo e a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel); promoção da TVCA, Primeira Página e Centro América FM. A produção é de Zanovello Produções, UP Eventos e In Favela, com patrocínio diamante do Sebrae-MT, prata do 360 News e bronze do Amigo Internet, Arquitet On e Clínica Nosso Espaço.

Tem o apoio cultural da Assembleia Social, deputado Carlos Avallone, Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Seciteci) e Ápice; além de parceira do Instituto Inova Brasil, Em Cena Escola de Artes de Cuiabá, Renova Graf, Nove Atos Arte, Cultura e Entretenimento, Academia GFC, EN Comunicação, Mentoria e Treinamento, IESB, Lide Mato Grosso, Umano Editora e BS Comunicação.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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JB News

Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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