AGRONEGÓCIOS
Lula e Fávaro anunciam maior Plano Safra da história, com R$ 516,2 bi para crédito e inovação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciaram nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2025/2026. Com R$ 516,2 bilhões em recursos para a agricultura empresarial, o novo plano traz como foco a ampliação do crédito rural, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento da infraestrutura no campo. O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior.
“Queremos elevar ao máximo os ganhos que esses recursos podem gerar para os empresários, para a sociedade e, sobretudo, para o nosso país. Nosso objetivo é consolidar o papel do Brasil como celeiro do mundo”, disse o presidente Lula, ao destacar a importância de investir em sustentabilidade e inovação para ampliar a competitividade brasileira no cenário global.
A nova edição do plano reitera o compromisso do governo federal com o aumento da produção agropecuária, a segurança alimentar da população e o desenvolvimento regional. O conjunto de medidas também estimula a geração de emprego e renda, a elevação da produtividade no campo e o incremento das exportações do agronegócio brasileiro.
Medidas que impulsionam o agro e a economia
Do total anunciado, R$ 415 bilhões serão destinados a operações de custeio e comercialização, R$ 13 bilhões a mais que na safra passada. Outros R$ 102 bilhões vão para investimentos em infraestrutura produtiva, o que representa um crescimento de 51% em relação ao volume executado no último ciclo. Cerca de R$ 114 bilhões serão contratados com juros controlados e equalizados, com aumento de 23% em relação ao ano anterior.
Carlos Fávaro destacou que, apesar da elevação da taxa Selic e do aperto fiscal, o governo assegurou condições competitivas de financiamento aos produtores.
“Mesmo com todas as dificuldades, entregamos o maior Plano Safra da história. Fizemos um esforço enorme para preservar o acesso ao crédito, estimular a produção e aquecer a economia. Esse volume de recursos vai impulsionar uma supersafra e garantir o abastecimento de alimentos no mercado interno”, afirmou Fávaro.
Crédito mais inovador, produção mais sustentável
Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 traz estímulo à sustentabilidade e à adaptação às mudanças climáticas. Os financiamentos para sistemas de produção de baixa emissão de carbono seguem como prioridade, por meio do Programa RenovAgro, que passa a permitir também o financiamento de ações para prevenção e combate a incêndios, reflorestamento e recuperação de áreas protegidas.
Produtores que adotarem práticas sustentáveis continuarão a contar com redução de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros. A linha para construção de armazéns com capacidade de até 12 mil toneladas, por exemplo, tem taxa de 8,5% ao ano e contará com R$ 8,2 bilhões em recursos.
Os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, permitindo maior flexibilidade no uso do crédito para modernização tecnológica no campo. O plano também fortalece a irrigação, o armazenamento e o apoio ao médio produtor rural.
Incentivos ampliados para médios produtores e o setor cafeeiro
O limite de renda para enquadramento no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) foi ampliado de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano. A medida amplia o número de beneficiários e melhora as condições de financiamento para esse público.
Outro destaque é o volume recorde de R$ 7,2 bilhões para o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que passa a ser acessível também por beneficiários do Pronaf e do Pronamp, mesmo que já tenham contratos ativos no Plano Safra.
Segurança e previsibilidade no financiamento
A nova edição do plano reforça critérios técnicos para melhorar a gestão de riscos. A partir deste ano, todas as operações de custeio agrícola deverão seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), independentemente do valor contratado ou da exigência do Proagro. A regra, que antes valia apenas para operações de até R$ 200 mil no Pronaf, agora se estende a todos os financiamentos que se enquadrem nas condições climáticas mapeadas.
Outra novidade é a possibilidade de financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, além do apoio à produção de sementes e mudas de essências florestais e culturas para cobertura do solo.
Expectativas e próximos passos
Com a estimativa de safra recorde superior a 1,2 bilhão de toneladas, o Plano Safra 2025/2026 deverá contribuir para a estabilidade dos preços dos alimentos, o aumento da oferta de grãos, fibras, carnes e pescados e a ampliação dos excedentes exportáveis. A expectativa é de que mais de 500 mil contratos de crédito rural sejam formalizados ao longo do ciclo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou o papel da política agrícola no controle da inflação e na estabilidade econômica. “Nós vamos ter uma deflação de alimentos, como aconteceu no mês passado. A previsão da Secretaria de Política Econômica é de que as coisas estão voltando rapidamente ao normal. Nosso plano de voo está mantido”, declarou Haddad.
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AGRONEGÓCIOS
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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