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IPF-MT apresenta dados da Pesquisa Mensal do Comércio de dezembro

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O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT se manifestou sobre os dados apresentados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de dezembro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). Apesar da queda de 6,1% em relação a novembro, houve alta de 1,2% no acumulado do ano de 2020, mesmo em meio à pandemia da Covid-19.

No varejo ampliado (que engloba também as atividades de materiais de construção e veículos), a variação mensal foi negativa de 3,7% e de 1,5% no ano. O superintendente do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT, Igor Cunha, explica que, apesar dos índices negativos, o auxílio emergencial ajudou a frear uma queda maior do varejo, tanto no país como em Mato Grosso.

“No comércio mato-grossense a variação mensal do volume de vendas foi negativo de 4,8%, no entanto, a variação interanual foi de 3,8% em dezembro e fechou o ano com um aumento de 4%. Já no comércio varejista ampliado se repetem os mesmos comportamentos, um decréscimo de 2,9% no índice mensal e um aumento de 0,9% no acumulado do ano”, informa o gestor.

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As atividades do comércio que tiveram maior variação negativa no ano foram: livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%), seguido de tecidos, vestuário e calçados (-22,7%); equipamentos e materiais para escritório (-16,2%); veículos, motocicletas, partes e peças (-13,7%); e combustíveis e lubrificantes -(9,7%).

Segundo Igor Cunha, as variações positivas ficaram por conta dos segmentos de materiais de construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%); além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%).

A Fecomércio-MT disponibiliza os dados por atividade econômica do comércio, que podem ser acessados pelo site do IPF-MT: https://www.ipfmt.com.br/indicadores

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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