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Herdeiros de Nery firmaram acordos com investigados após sua morte no valor de R$ 7 milhões

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JB News

Por Alisson Gonçalves

Dois meses após o assassinato brutal do ex-presidente da OAB-MT, Renato Gomes Nery, os herdeiros do advogado decidiram encerrar disputas judiciais e firmaram acordos milionários com pessoas envolvidas na investigação de sua morte.

As informações foram reveladas com exclusividade pelo portal VG Notícias.

Os filhos de Nery, que administram suas próprias empresas e não atuam como advogados, decidiram resolver os conflitos pendentes do pai.

Entre os acordos, destaca-se o pagamento de R$ 7 milhões, que será quitado parcialmente em sacas de soja, a Luiz Carlos Salesse, sócio de Nery, e ao espólio do advogado.

Este valor será pago por membros da família Sechi, alvo de disputas judiciais com Nery antes de sua morte.

Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, investigados pela Operação Office Crime, também assinaram o acordo.

Outro capítulo controverso envolve Wilma Terezinha Destro Fernandes, viúva de um fazendeiro para quem Nery havia advogado.

O advogado havia contestado o acordo com Wilma antes de ser assassinado, alegando coação. No entanto, seus filhos decidiram reconhecer o acerto, assinado anteriormente sob pressão.

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O advogado Antônio João de Carvalho Júnior, que representava a viúva, foi citado por Nery em uma denúncia enviada à OAB/MT, na qual o acusava de liderar um “escritório do crime” dedicado à intimidação e manipulação de sentenças.

Antônio e seu representante, Agnaldo Bezerra Bonfim, foram alvos da mesma operação policial que busca os mandantes do homicídio.

O advogado da família, Walmir Cavalheri, afirmou que os herdeiros priorizaram a liquidação das pendências, independentemente dos suspeitos.

“Eles não querem prolongar essas questões e estão eliminando os processos. Sobre as investigações, deixamos nas mãos da polícia. No momento, não há como afirmar quem foi o mandante”, declarou.

A Operação Office Crime continua em sigilo, e os suspeitos seguem sendo investigados. Contudo, os acordos levantam questões sobre as motivações dos herdeiros e as possíveis implicações no andamento do caso.

As disputas de terras, avaliadas em centenas de milhões, e a proximidade dos acordos com a deflagração da operação trouxeram ainda mais mistério ao caso.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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