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Governo rompe contrato com Consórcio BRT após atrasos e já discute solução para retomar obra

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Por Alisson Gonçalves

O Governo de Mato Grosso oficializou, nesta quarta-feira,05, a rescisão do contrato com o consórcio responsável pelas obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.

A decisão veio após uma série de descumprimentos contratuais que resultaram no avanço mínimo da obra, mesmo com os pagamentos em dia por parte do Estado.

Iniciada em outubro de 2022, a construção deveria ser concluída até outubro de 2024.

No entanto, em mais de dois anos, o consórcio executou pouco mais de 18% do projeto e não honrou compromissos com fornecedores.

O governador Mauro Mendes destacou que foram feitas mais de 50 notificações para tentar solucionar os problemas antes do rompimento do contrato.

Diante da rescisão, o governo já iniciou tratativas com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para definir o melhor caminho para a retomada da obra.

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, afirmou que as equipes técnicas trabalham para garantir que o projeto continue no ritmo adequado.

O documento que formaliza a rescisão detalha os sucessivos atrasos, falhas na execução e descumprimento do cronograma pactuado.

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O consórcio foi notificado e terá cinco dias para apresentar sua defesa.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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