Saúde

Governo de MT recebe doação de 200 mil litros de álcool clínico

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Hospitais regionais e repartições essenciais receberão 200 mil litros de álcool clínico

Produto foi doado por empresas ligadas ao Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras (Sindalcool-MT)

Lucas Rodrigues | Secom-MT

hospital regional – Foto por: Secom MT
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O Governo do Estado irá distribuir 200 mil litros de álcool 70% (álcool hospitalar) para os hospitais regionais e repartições públicas que prestam serviços essenciais em Mato Grosso. O produto foi doado por empresas ligadas ao Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras (Sindalcool-MT).

A informação foi dada pelo governador Mauro Mendes, durante coletiva virtual na qual divulgou as novas medidas de prevenção e combate ao Coronavírus, na tarde de quarta-feira (18).

O álcool 70% tem as mesmas propriedades do álcool gel em termos de desinfecção e evita a proliferação do vírus.

“Recebemos das indústrias de álcool em Mato Grosso uma importante doação de álcool 70%, não é o álcool gel, mas tem o mesmo efeito clínico. Teremos essa doação das empresas ligadas ao Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras aqui em Mato Grosso. Eles estão doando 200 mil litros desse álcool e agradecemos muito por essa colaboração”, anunciou.

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Mendes relatou que a logística para a distribuição do álcool recebido já está sendo definida pelo Governo, de modo a beneficiar as unidades médicas e setores que mais precisam do produto para desenvolver suas atividades. “Estamos fazendo uma verdadeira operação de guerra”.

Porém, o governador ponderou que a população precisa se conscientizar que a higienização das mãos também pode ser feita da forma tradicional, com água e sabão/sabonete, com os mesmos efeitos contra o vírus.

“A lavagem correta das mãos, com água e sabão, tem efeitos tão eficazes ou mais que o álcool gel, segundo os especialistas”, informou ele.

Confira as medidas anunciadas

Saúde

– Credenciamento para contratação emergencial de profissionais da saúde;

– Em hospitais públicos e privados, fica restrito a um acompanhante por paciente internado, por tempo indeterminado;

– Suspensão de agendamentos de cirurgias eletivas em hospitais estaduais;

– Definido o médico infectologista e intensivista Dr. Abdon Salam Khaled Karhawl, para atuar como colaborador do Gabinete de Situação

Transporte

– Ficam autorizadas às concessionárias e permissionárias a suspender o transporte coletivo intermunicipal no âmbito do Estado de Mato Grosso;

– As concessionárias e permissionárias de serviço público de transporte coletivo municipal e estadual deverão adotar todas as medidas de assepsia no interior dos veículos, de acordo com as normas sanitárias vigentes, cabendo aos órgãos regulatórios estaduais e municipais executar a fiscalização;

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Serviço público

– Servidores públicos em grupos de risco poderão ter regime especial de trabalho, definido em portaria a ser editada pela Secretaria de Planejamento e Gestão, desde que previamente autorizado pelo Gabinete de Situação;

– Reuniões na administração pública estadual serão suspensas e substituídas por videoconferência;

– Servidores com casos suspeitos ou confirmados deverão permanecer afastados do trabalho;

– Ficam permitidos os sistemas de escala, revezamento e teletrabalho na administração pública, mediante prévia autorização do Gabinete de Situação.

– Fica autorizada a redução ou suspensão do atendimento ao público nos órgãos estaduais, desde que previamente autorizado pelo Gabinete de Situação.

Eventos e aglomerações

– Fica recomendada ao setor privado a suspensão de eventos que concentrem mais de 50 pessoas em ambientes fechados e mais de 100 em ambientes abertos, a exemplo de atividades em feiras, academias, cinemas, clubes, missas, bares, restaurantes e boates.

Sistema penitenciário

– Visitas em todas as cadeias, unidades e socioeducativos ao Estado de Mato Grosso ficam suspensas por 15 dias, podendo ser prorrogadas.

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POLITICA

Max Russi denuncia “edital fechado” em licitação de OS e boicote a deputados na Secretaria de Saúde

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JB News

Presidente da ALMT revela indignação por suposto direcionamento em contratos de hospitais, cita investigação da Polícia Federal e pede intervenção imediata do governo do estado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), denunciou a existência de editais “restritivos” desenhados, em tese, para beneficiar uma única Organização Social de Saúde (OSS), a Agir Saúde (Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde), durante fala na Sessão Ordinária nesta quarta-feira (22). E ainda citou um esquema de “porta giratória” envolvendo servidores públicos e anunciou que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Russi, o edital elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) foi estruturado de forma tão fechada que impossibilitou a participação de outras organizações. O resultado foi a vitória da Agir Saúde, que assumiu o Hospital Regional de Cáceres e estava prestes a vencer também a licitação do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

“O edital era tão restritivo que só dava oportunidade para uma única empresa ser sagrada vencedora. Ela ganhou em Cáceres, de onde só recebo reclamações do serviço, e quase ganhou no Metropolitano, processo que acabou suspenso após intervenção do Tribunal de Contas”, afirmou o deputado. Russi destacou que a mesma empresa é alvo de operações da Polícia Federal em outros estados por desvio de dinheiro público.

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Outro ponto crítico da fala de Russi envolve um suposto conflito de interesses. O deputado, endossado pelo colega Valmir Moretto (Republicanos), denunciou que um servidor público que participou da modelagem do processo licitatório das OSs deixou o cargo no Estado para assumir uma função de alto escalão na própria empresa vencedora, com um dos maiores salários da organização.

“É no mínimo suspeito. O cidadão conduz a contratação, participa da modelagem e, após a empresa ganhar um contrato de R$ 200 milhões por ano, ele é contratado por ela. Vou encaminhar essa denúncia ao Ministério Público para que seja averiguada a conduta deste servidor”, declarou o presidente da ALMT.

APARELHAMENTO E “BOICOTE” AOS DEPUTADOS

Russi também expôs uma grave denúncia de aparelhamento político na Secretaria de Saúde. Segundo ele, há orientações internas na pasta para que demandas levadas por deputados não sejam atendidas.

“O deputado não leva demanda própria, leva o desespero de uma mãe que precisa de uma UTI. A ordem lá dentro é: ‘se for de deputado, não é para atender’. Isso é desumano. Queremos que a saúde funcione sem precisar de ninguém, mas enquanto falhar, não vamos nos calar diante do desespero da população”, desabafou.

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O presidente da ALMT ainda pediu ao presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos (PSD) para que os organizadores da licitação sejam ouvidos na CPI da Saúde. Além do requerimento de informações, incluindo a lista de todos os cargos de confiança na SES-MT e quem são os responsáveis pelas indicações. E também fez um pedido direto ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para que tome providências contra o aparelhamento político.

 

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