POLITICA
Governador Mauro Mendes reclama de demora, e retorna a Brasília para requerer novamente a estadualização do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães
“CANSADO DESSA LADAINHA”
JB News
Da Redação
O governador de MT Mauro Mendes (união), comentou sobre o impasse que envolve a administração do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, e destacou sua indignação com caso, afirmando que está cansado da “ladainha” e de ter de explicar o desejo de assumir a gestão do ponto turístico.
Segundo o governador por várias vezes já recorreu ao governo federal para que o Estado possa fazer os investimentos necessários na melhoria do local. Inclusive já conversou com o próprio presidente Lula (PT), para que o governo possa assumir a administração do Parque, e investir cerca de 200 milhões de reais em melhorias do local.
“Estamos pedindo ao Governo Federal para que transfira a gestão do Parque para Mato Grosso. Já estou ficando até um pouco cansado dessa ladainha” destacou.
O governador já criticou por várias vezes o certame realizado em 2022 pela Bolsa de Valores, que leiloou o Parque Nacional por R$ 18 milhões de reais, que teve como vencedor o Parque Fundo de Investimentos e Participações em Infraestrutura (Parquetur). Que terá 30 anos para investir o recurso.
Para Mauro Medes a quantia é considerada “ínfima”, pelo montante e pelo tempo que levará para investir na manutenção e nas melhorias que o Parque necessita, uma vez que o estado se comprometeu em investir R$ 200 milhões em quatro anos.
Neste ano de 2023 o Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu no início de julho, o certame realizado na bolsa de Valores, por conta de um erro no edital licitatório. O pedido foi feito pela MT Participações (MTPar)
O governador garantiu que esta semana irá a Brasília, conversar com o Ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, e reiterar o interesse do estado pela administração do Parque. “Essa semana muito provavelmente eu retorno a Brasília, e dessa vez irei aportar ao ministro um documento eternando mais uma vez esse pedido. Já falei com vários ministros e com o próprio presidente Lula. Está ficando até chato porque é um absurdo você pedir o serviço dos outros, para você fazer o cara ficar demorando tanto tempo assim”. Criticou.
Mauro exemplificou que o governo do estado honra com os seus compromissos e destacou as estadualizações das BRs 163, a 174 que também foram do governo federal, e que agora estão todas em obras, após o governo do estado assumir a administração sob as rodovias. E que em dois anos no máximo irá entregas as rodovias 100% asfaltada para a população. E que o governo tem a absoluta convicção de que pode fazer os investimentos necessários e tornar o Parque Nacional de Chapada um ponto turístico mais atrativo dentro de um conjunto de estratégia que já está em curso para o trade turístico da baixada cuiabana.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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