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Formação de chapa segue indefinida no MDB para disputa federal afirma deputado; VEJA O VÍDEO

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Partido enfrenta dificuldade para reunir nomes competitivos e aguarda definição até março

 

O deputado Jairo afirmou que o MDB ainda não conseguiu definir a formação da chapa para a disputa de deputado federal em 2026. Segundo ele, o partido enfrenta dificuldade para reunir nomes suficientes e competitivos, o que impede qualquer confirmação sobre alianças, permanências ou possíveis migrações partidárias.

Jairo explicou que a composição depende diretamente de cálculos eleitorais. Para garantir uma cadeira na Câmara Federal, segundo ele, a chapa precisa alcançar aproximadamente 220 mil votos, exigindo uma estrutura forte. “Tem pouco nome ainda. Por isso não dá para tomar decisão. Estamos correndo atrás da formação”, disse.

O parlamentar afirmou que o partido tem até março para decidir se conseguirá consolidar a própria chapa ou se precisará buscar outra sigla. Ele ressaltou que as negociações envolvem não apenas o MDB, mas também outras legendas interessadas em compor.

Questionado sobre a deputada Janaína Riva, Jairo disse que sua popularidade é “muito maior do que mostram as pesquisas” e classificou-a como uma candidata fortíssima ao Senado. “Tem meu apoio e meu voto”, afirmou.

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Sobre sua base eleitoral em Sinop, onde há outros pré-candidatos competitivos, o deputado disse não estar preocupado. Ele lembrou que, na última eleição, enfrentou nove nomes locais e ainda assim obteve votos expressivos em todo o estado. “Meu trabalho fala por mim”, declarou.

Jairo também comentou o distanciamento entre o MDB e o grupo do governador Mauro Mendes. Segundo ele, o impasse precisa ser superado. “Política não pode ser guiada por problemas pessoais. É possível reconstruir essa relação.”

Ao avaliar o tensionamento recente na direita, envolvendo críticas de Eduardo Bolsonaro a governadores, o deputado afirmou que prefere não entrar em disputas ideológicas. Também comentou o projeto antifacção em discussão na Câmara, dizendo que houve erros na condução e que o texto ainda deve passar por muitas mudanças antes da votação.

 

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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