POLITICA

Flávia e Tião rebatem críticas de Kalil sobre 40 quilômetros de asfalto em VG “Casca de ovo, era melhor não ter feito”

Publicados

em

*Veja vídeo*

JB News

Por Alisson Gonçalves

Na manhã desta terça-feira,15, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), aproveitou a marca de 100 dias de gestão para apresentar os principais resultados da sua administração e, ao mesmo tempo, responder com firmeza às críticas do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).

Durante uma coletiva acompanhada pelo vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), Flávia rebateu o desafio lançado por Kalil, que provocou a atual gestão a mostrar mais obras do que ele próprio realizou.

Com um calhamaço de documentos em mãos, Flávia foi direta:

“As críticas existem, mas sem fundamento. Aqui estão os dados, o que fizemos e o que estamos a construir com transparência e compromisso”.

Ao lado da prefeita, Tião também não poupou palavras.

“O ex-prefeito, que se dizia gerente, sequer sabia o que acontecia no seu próprio governo. Como pode agora opinar com tanta certeza sobre o nosso?”, disparou.

Flávia destacou que herdou uma administração marcada por dificuldades financeiras, mas que já conseguiu quitar 43% da dívida de R$ 144 milhões deixada pela gestão anterior.

Leia Também:  Ações de infraestruturas estão em estudo para melhorias na localidade

Além disso, celebrou avanços como a ampliação da UPA do Ipase, a adesão ao programa Fila Zero com previsão de mais de 11 mil atendimentos e a retomada de importantes obras de mobilidade.

Sobre as obras viárias da gestão anterior, Tião foi categórico:

“Dizem que entregaram 40 km de asfalto. Mas precisamos refazer praticamente tudo. O estado em que encontramos era lamentável”.

Com tom firme, Flávia concluiu sua apresentação reforçando a confiança no trabalho que está a desenvolver: “Com os números que mostramos hoje, ninguém pode negar que Várzea Grande começa a ver melhorias reais. Estamos a mudar a realidade da cidade”.

COMENTE ABAIXO:

POLITICA

Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

Publicados

em

Por

JB News

pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

Leia Também:  Tarifa Branca é a nova opção para redução nos valores de energia elétrica em 2020

Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

Leia Também:  Kalil articula mais de 22 milhões para reestruturação do Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande

O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

Veja:

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA