POLITICA
Fábio Garcia diz que União Brasil começou a discutir chapas e evita projeções sobre número de eleitos em 2026 após reunião em Cuiabá, VEJA O VÍDEO
JB News
Por Jota de Sá
O União Brasil deu início às primeiras articulações para a montagem das chapas proporcionais visando as eleições de 2026, durante uma reunião realizada na noite da última terça-feira, dia 3, em Cuiabá. O encontro reuniu lideranças estaduais do partido e contou ainda com a participação, por telefone e em viva voz, do governador Mauro Mendes e do senador Jayme Campos, que não estavam na capital no momento da reunião. Mauro Mendes acompanhava a primeira-dama em São Paulo, enquanto Jayme Campos participava de sessões no Senado Federal, em Brasília.
A reunião ocorreu na residência do deputado estadual Eduardo Botelho e foi conduzida pelo deputado Dilmar Dal Bosco, que relatou encaminhamentos internos da sigla e apresentou uma leitura otimista sobre o desempenho eleitoral do partido. Segundo lideranças presentes, o União Brasil trabalha com a meta de eleger entre três e quatro deputados estaduais e, no mínimo, de dois a três deputados federais na próxima eleição.
Participaram do encontro o secretário-chefe da Casa Civil Fábio Garcia, além dos deputados Júlio Campos, Sebastião Rezende e Aécio Rodrigues. O encontro também levou em consideração o novo cenário partidário, já que o União Brasil disputará as eleições federado ao Progressistas, formando a federação União Progressista.
Nos bastidores, o nome de Fábio Garcia foi citado como um dos principais potenciais “puxadores de voto” da legenda para a Câmara Federal, em razão do desempenho expressivo que teve nas eleições de 2022, quando figurou entre os mais votados do estado. A avaliação interna é de que sua presença na chapa federal fortalece o projeto eleitoral do partido e amplia a competitividade da federação em Mato Grosso.
Na tarde desta quinta-feira, durante um evento político em Jaciara, Fábio Garcia falou com a equipe do JB News e comentou a reunião, adotando um tom cauteloso. Segundo ele, apesar do avanço nas conversas, ainda não há definições consolidadas sobre o número de cadeiras que o partido poderá conquistar. “A gente teve a reunião sim, presencialmente. Ela foi para submontar a chapa estadual. Conversamos sobre como está a chapa hoje e sobre os nomes que estamos trabalhando para que todos possam se engajar nesse processo e convidar boas lideranças para fazer parte do União Brasil”, explicou.
Questionado sobre projeções de quantos deputados estaduais ou federais a legenda poderia eleger, Fábio Garcia evitou números e classificou o debate como prematuro. “Nós temos grandes nomes. Essa questão de quantos se elegem ainda é muito cedo para afirmar. O nosso foco agora é trazer boas lideranças, oferecer boas opções para a população e garantir que todas as regiões de Mato Grosso estejam representadas na chapa”, afirmou.
De acordo com Fábio Garcia, o trabalho do União Brasil neste momento é de construção territorial e política, buscando nomes competitivos em diferentes regiões do estado. “O objetivo é montar uma chapa forte, equilibrada, que represente o estado como um todo. Esse é o esforço que estamos fazendo agora”, completou.
A movimentação indica que o União Brasil pretende chegar a 2026 com uma estrutura partidária organizada, apostando em lideranças consolidadas e na força da federação com o Progressistas. Apesar do clima de otimismo entre os dirigentes, o discurso público segue alinhado à cautela, enquanto as negociações internas continuam avançando nos bastidores.
Veja :
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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