POLITICA

Marcelo desafia prefeito a mostrar medições de obras do Pronto Socorro: “como sempre ele mente”

Publicados

em

JB News

  1. Da Redação

Na coletiva do desespero, Emanuel conta mentiras sobre hospital.

O secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, desafiou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, a mostrar as 4 últimas medições da obra do Hospital Municipal e Pronto Socorro da capital.

“Ele disse que pegou a obra do Hospital Municipal e Pronto Socorro um matagal, o que é uma grande mentira. Por isso eu desafio o prefeito Emanuel Pinheiro, com suas falácias e mentiras de sempre, a mostrar as cinco últimas medições de 2016 da obra, de setembro, outubro, novembro e dezembro, porque essas medições vão comprovar que entregamos o local a pleno vapor. E queremos as medições com as fotos, porque as fotos caindo dinheiro do paletó nós já temos”, destacou o secretário.

Marcelo, que era o secretário de Obras do município de Cuiabá, durante a gestão Mauro Mendes, esclareceu que a obra foi entregue em estágio adiantado. “Ninguém aguenta mais tanta mentira de Emanuel Pinheiro, por isso, quero que o prefeito mostre a verdade para a população com as medições. Talvez até ele não conheça e, por isso, fala tanta mentira”, ressaltou.

Leia Também:  Desembargador Mario Kono nega pedido de abuso de poder impetrado por Emanuel Pinheiro e manda Estado seguir com a construção do BRT

Ainda de acordo com ele, Mauro Mendes fez um grande trabalho ao viabilizar o hospital para a população cuiabana, liberando a área, que estava ocupada por posseiros com títulos de terra falsos, elaborando o projeto e dando início a obra. “Se não fosse Mauro Mendes fazer tudo isso e garantir os recursos, nada disso teria acontecido. Se não fosse a intervenção do Mauro Mendes na CAB Cuiabá, o novo pronto-socorro não teria água e esgoto”, afirmou.

O secretário classificou as declarações de Emanuel como um ato de desespero. “Não sei porque Emanuel precisa mentir tanto sobre esse hospital. Ele deu continuidade ao nosso trabalho e não fez mais do que sua obrigação como prefeito. Os recursos já estavam garantidos para a obra. Agora o que ele precisa é pagar os salários atrasados dos médicos, as notas fiscais atrasadas dos fornecedores de remédios, as medições atrasadas de prestadores de serviços e cuidar da nossa querida Cuiabá, que está toda judiada, não apenas na saúde”, disparou.

COMENTE ABAIXO:

POLITICA

Piveta lança programa de 60 mil casas e incentivo a emprego para meninas a partir dos 14 anos como estratégia para conter a escalada da violência contra mulher em MT

Publicados

em

Por

JB News

por Nayara Cristina

O Governo de Mato Grosso lançou nesta sexta-feira, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, o programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, apresentado pelo governador em exercício, Otaviano Piveta, como uma resposta institucional à escalada da violência doméstica e dos feminicídios no estado. O pacote prevê ampliação da rede de proteção, alcance social em até 60 mil lares e ações de inclusão que, segundo o governo, passam também pelo estímulo à qualificação e ao ingresso protegido de adolescentes no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. No discurso, Piveta reconheceu que o problema exige reação urgente e afirmou que o Estado precisa agir antes que a violência chegue ao desfecho extremo.  

O lançamento ocorre em um momento em que Mato Grosso segue sob pressão pelos indicadores de violência letal contra mulheres. Os números mostram que o estado saiu de 47 feminicídios em 2022, caiu levemente para 46 em 2023, voltou a subir para 47 em 2024 e saltou para 53 em 2025, numa alta de 13% de um ano para o outro. A própria Polícia Civil mato-grossense afirma, em relatório oficial, que o quadro permanece “elevado e relativamente estável”, o que demonstra que a resposta meramente punitiva não tem sido suficiente para conter o fenômeno.  

A dimensão do problema também aparece na série mais ampla do estado. Entre janeiro de 2019 e junho de 2024, Mato Grosso somou 257 vítimas de feminicídio em 82 dos 142 municípios, segundo dados do Observatório da Segurança Pública citados pelo Tribunal de Justiça. Nesse recorte, Cuiabá liderava com 20 casos, seguida por Rondonópolis, com 16, e por Sinop e Sorriso, com 15 cada. O dado mostra que o feminicídio não está restrito a um único polo urbano, mas espalhado por praticamente todo o território mato-grossense.  

Leia Também:  Deputado Botelho concorda com decisão da Câmara dos Deputados de manter Chiquinho Brazão preso

Quando se observa a violência que antecede o feminicídio, o retrato também é grave. Dados oficiais da Sesp mostram que, em Mato Grosso, as ocorrências com vítimas femininas de 18 a 59 anos registraram 19.103 casos de ameaça em 2023 e 19.018 em 2024, mantendo o crime em patamar extremamente alto. No mesmo período, houve 10.225 registros de lesão corporal em 2023 e 9.287 em 2024. Já os casos de perseguição, o chamado stalking, subiram de 1.765 para 2.221, alta de 26%. O descumprimento de medidas protetivas passou de 1.688 para 1.956, crescimento de 16%. E os registros de violência psicológica enquadrados como dano emocional saltaram de 1.296 para 2.151, aumento de 66%. Também houve avanço nas tentativas de feminicídio, que passaram de 59 para 66 casos, uma elevação de 12%.  

Os relatórios das forças de segurança deixam claro que a maior parte dessa violência continua nascendo dentro de casa. Em 2024, 83% dos feminicídios em Mato Grosso ocorreram no ambiente doméstico, segundo a Polícia Civil. No mesmo ano, o estado registrou 47 feminicídios e a instituição informou ter esclarecido 100% dos casos, com identificação de 49 autores, já que em duas ocorrências houve dupla autoria. Ainda assim, o próprio sistema reconhece que prender e investigar, sozinhos, não têm sido capazes de frear a repetição desses crimes.  

Leia Também:  Investigação da PF revela esquema de transferência fraudulenta de títulos eleitorais em nove municípios de MT*

No plano nacional, Mato Grosso segue aparecendo entre os estados mais violentos para mulheres em termos proporcionais. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que o estado teve, em 2023, a maior taxa do país, com 2,5 feminicídios por 100 mil mulheres. Em 2024, Mato Grosso registrou 47 casos, um a mais que no ano anterior, e manteve a maior taxa nacional, empatado com Mato Grosso do Sul, também com 2,5 por 100 mil mulheres. Já no retrato nacional de 2025, o estado voltou a figurar entre as piores taxas, com 2,7 por 100 mil, atrás apenas de Acre e Rondônia.  

Veja :

Onde buscar ajuda em Mato Grosso

Mulheres em situação de violência ou risco podem procurar ajuda imediata pelos seguintes canais:

  • 190 – Polícia Militar (emergência imediata)
  • 197 – Polícia Civil (denúncias e registro de ocorrência)
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24 horas, ligação gratuita, orientação e denúncia)  
  • 193 – Corpo de Bombeiros (situações de urgência e resgate)

No estado, também há atendimento especializado por meio da Polícia Civil de Mato Grosso, com Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher (DEDMs) em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, além de núcleos de atendimento em diversas regiões.

As vítimas também podem buscar apoio em:

  • Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)
  • Centros Especializados de Atendimento à Mulher
  • Defensoria Pública do Estado
  • Casas de acolhimento e abrigos sigilosos
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA