Policial
Ex-procurador tenta anular júri com laudo que aponta reação instintiva em morte de morador de rua
JB News
por Alisson Gonçalves
A defesa do ex-procurador da Assembleia Legislativa, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, recorreu à Justiça pedindo a anulação da decisão que o levou a júri popular pelo assassinato de Ney Müller Alves Pereira, ocorrido em abril, em Cuiabá.
O pedido se apoia em um novo laudo pericial produzido a partir de imagens que, segundo os advogados, não foram devidamente consideradas durante as investigações.
O material foi analisado por um perito contratado, que concluiu que Ney avançava contra o veículo do ex-procurador no instante em que foi baleado.
O parecer descreve a ação como um possível reflexo de defesa, afastando a tese de que a vítima estaria indefesa.
Os advogados sustentam que houve falhas na condução do processo, apontando nulidades na decisão de pronúncia, que, de acordo com eles, não teria examinado os argumentos da defesa.
Além disso, pedem que provas digitais sejam desconsideradas por suposta quebra na cadeia de custódia e solicitam a retirada das qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, mantendo apenas a acusação de homicídio simples.
O laudo pericial descreve que, logo após o disparo, a vítima ainda avança alguns passos antes de cair, em movimento que indicaria ter sido surpreendida durante a corrida.
Para o especialista, a conduta do ex-procurador poderia ser interpretada como uma reação de autopreservação diante de um risco imediato.
O caso ocorreu em 9 de abril, próximo à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e foi registrado por câmeras de segurança.
As imagens provocaram forte repercussão ao mostrar Ney sendo atingido com um tiro na cabeça.
Na época, Luiz Eduardo alegou que sua atitude foi motivada pelo comportamento agressivo da vítima, que teria danificado veículos, inclusive o dele, pouco antes.
A versão da Polícia, porém, aponta que o ex-procurador perseguiu o morador de rua e efetuou o disparo de forma deliberada.
O recurso agora será analisado pelo Judiciário, que decidirá se mantém a realização do júri popular ou se acata os pedidos da defesa. Enquanto isso, o ex-procurador segue preso e responde pelo crime de homicídio qualificado.
Policial
Polícia Civil prende homem por furtar loja e usar cartão de vítima em Várzea Grande
Policiais civis da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande prenderam em flagrante um homem, de 36 anos, pelo crime de furto qualificado, na manhã de segunda-feira (20.4).
A vítima compareceu à Derf de Várzea Grande para registrar um boletim de ocorrência e relatou que os suspeitos invadiram a sua loja e subtraíram diversos produtos e um cartão bancário.
Conforme o comunicante, após o furto qualificado pelo rompimento de obstáculo, um suspeito passou a utilizar o cartão bancário da vítima em diversos estabelecimentos comerciais.
Diante das informações, a equipe da Derf passou a apurar o crime. Com base nas imagens de um estabelecimento comercial, entre outras diligências, foi possível identificar o suspeito usando o cartão da vítima.
Os policiais civis conseguiram localizar o investigado. Abordado, ele confessou que havia efetuado as compras com o referido cartão de crédito.
Em seguida, o homem foi conduzido à Derf de Várzea Grande, interrogado e autuado em flagrante delito por furto qualificado pela fraude em continuidade delitiva, já que havia utilizado o cartão da vítima por diversas vezes consecutivas.
Após a confecção dos autos, o preso foi encaminhado à audiência de custódia e colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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