SUSTENTABILIDADE
Evento na UFMT debate recursos históricos e planejamento territorial
Nesta edição, os temas das mesas redondas estão relacionados a diversas áreas profissionais, integrando diferentes tópicos que representam grandes desafios para os próximos anos, tanto na atuação técnico-científica quanto na construção do desenvolvimento sustentável do país. O presidente da Febrageo e Professor na UFMT, Caiubi Kuhn, ministrará a palestra ‘Desastres Naturais: quais os danos que causam e quais os custos?’, comenta que o evento é uma oportunidade de integrar várias frentes da sociedade.
Conforme a Geóloga Daiane Brum, no evento, os participantes terão a oportunidade de debater temas importantes para Mato Grosso e para o Brasil, como o ordenamento territorial. “As diversas palestras que serão realizadas, irão propiciar criar um espaço diálogo que pode ajudar a encontrar soluções para os desafios futuros”.
Além disso, os assuntos discutidos envolvem os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), tais como Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Ação Contra a Mudança Global do Clima (ODS 13) e outros. As palestras ainda irão abordar temas que envolvem a defesa civil e a gestão de cidades; cartas geotécnicas e zonamento territorial; gestão de recursos hídricos; bases de dados e gestão territorial; Importância dos dados técnicos para o setor privado; e os desafios do Brasil até a COP 30.
O evento é uma realização da Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE), da Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (AGEMAT) em parceria com a Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), a Faculdade de Geociências e com o Curso de Engenharia de Minas. E conta com patrocínio master do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MT) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA).
Confira a programação completa:
12/12
8h – Abertura
9h – Palestra Magna:
“Ações do Serviço Geológico do Brasil (SGB) na gestão dos recursos hídricos subterrâneos e combate à escassez hídrica”. Palestrante: Valmor Freddo, Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Exploração
10h20 às 12h – Mesa: defesa civil e a gestão de cidades
“Eventos hidrológicos críticos em Mato Grosso e rede de monitoramento”. Palestrante: Lilian Ferreira dos Santos, Secretária Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da SEMA/MT
“Desafios das cidades em tempos de mudanças climáticas: Estratégias de planejamento urbano diante das ilhas de calor”. Palestrante: Dra. Emeli Lalesca Aparecida da Guarda, Pesquisadora associada – LATECA/UFMT
“Desastres naturais e extremos climáticos, os desafios da defesa civil”. Palestrante: Cel. Hekssandro Vassoler, Defesa Civil do Espírito Santo
14h às 16h – Mesa: cartas geotécnicas e zonamento territorial
“A dinamicidade das nascentes: exfiltração e processos do meio físico”. Palestrante: Prof. Dr. Cleberson Ribeiro de Jesuz, Professor do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia – UFMT
“Morfopedologia voltada ao mapeamento das áreas úmidas e das potencialidades e restrições ao uso do solo”. Palestrante: Prof. Dr. Fernando Ximenes de Tavares Salomão
16h20 às 18h – Mesa: Gestão de recursos hídricos
“Gestão das Águas Subterrâneas em Mato Grosso”. Palestrante: Nedio Carlos Pinheiro, Coordenador de Controle de Recursos Hídricos da SEMA-MT
“Gestão de recursos hídricos em Mato Grosso” Palestrante: Luiz Henrique Magalhães Noquelli, Superintendente da SURH- gestão das águas superficiais de Mato Grosso
Dia 13/12
8h às 10h – Mesa: bases de dados e gestão territorial
“Desafios do Saneamento Ambiental no Estado de Mato Grosso” Palestrante: Profª. Dra. Eliana Beatriz Nunes Rondon Lima, Professora associada da Universidade Federal de Mato Grosso
“Resiliência Territorial: Cultivando Água Boa”. Palestrante: Jair Kotz, Professor assistente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná
“Projeções para o clima de Mato Grosso para os próximos 20 anos”. Palestrante: Prof. Dr. Sérgio Roberto de Paulo, professor Titular da Universidade Federal de Mato Grosso.
10h20 às 12h – Mesa: a importância dos dados técnicos para o setor privado
“Cadastro físico ambiental e fundiário do setor de irrigação no MT”. Palestrante: Gabriel Mancilla, Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso – APROFIR
“O uso da água na indústria”. Palestrante: Adilson Valera Ruiz – Presidente do Conselho de Meio Ambiente – CONTEMA/FIEMT
14h às 15h40h – Mesa: Os desafios do Brasil até a COP 30
“COP-30, Geopolítica e Pan-Amazônia”. Palestrante: Dr. Aluizio Lins Leal, professor aposentado da UFPA
“Desastres Naturais: quais os danos que causam e quais os custos?” Palestrante: Prof. Caiubi Kuhn, Presidente da Federação Brasileira de Geólogos, Presidente do Núcleo Centro Oeste da ABGE, Coordenador do Curso de Eng. de Minas UFMT
“O papel do setor de Bioenergia na Transição Energética”. Palestrante: Lhais Sparvoli, Diretora Executiva do Bioind-MT, Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso
16h às 18h – Reunião da Câmara Setorial Temática das Mudanças Climáticas
Faça já sua inscrição: https://www.even3.com.br/xii-geopolitica-recursos-hidricos-e-planejamento-territorial-416709/
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SUSTENTABILIDADE
Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas
O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses.
Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)
Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.
Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios.
O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis.
A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.
O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.
As informações Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
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