Mulher

Em Rio Branco, Ministério das Mulheres assina convênio para construção de Casa da Mulher Brasileira

Publicados

em

O Ministério das Mulheres e o Governo do Acre assinaram, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção da Casa da Mulher Brasileira (CMB) e do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), em Rio Branco (AC). A cerimônia contou com as presenças da secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, do governador do Acre, Gladson Cameli, da vice-governadora Mailza Assis e da titular da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), Márdhia El-Shawwa.

As duas unidades irão fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o estado. O Acre já conta com Centros de Referência da Mulher Brasileira em Cruzeiro do Sul e Epitaciolândia, inaugurados em janeiro e maio deste ano, respectivamente.

“O estado do Acre tem uma missão muito grande: impulsionar e promover a igualdade entre homens e mulheres no nosso país. É impossível que mais da metade da população — nós, mulheres, que somos a maioria — estejamos alienadas de viver um processo de justiça social. Para enfrentar essa situação, um dos equipamentos fundamentais é este: a Casa da Mulher Brasileira”, destacou a secretária Estela Bezerra.

Leia Também:  Dia Internacional dos Direitos Humanos encerra 21 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres nesta quarta-feira (10)

O equipamento integra o Programa Mulher Viver sem Violência, que tem como objetivo ampliar e articular os serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência. A iniciativa busca agilizar os atendimentos e fortalecer a rede de proteção, assegurando maior efetividade no enfrentamento à violência de gênero.

Fortalecimento do acolhimento das mulheres

O Centro de Referência da Mulher Brasileira terá como foco o acolhimento humanizado e o atendimento especializado para mulheres em situação de violência de gênero. O espaço oferecerá suporte psicológico, social e jurídico, com atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar. 

A Casa da Mulher Brasileira vai concentrar delegacia especializada, juizado, promotoria, defensoria pública, apoio psicossocial, alojamento de passagem, capacitação profissional, entre outros serviços.

Investimento

O investimento do Governo Federal na obra da Casa da Mulher Brasileira de Rio Branco é da ordem de R$ 6 milhões, com R$ 184,3 mil de contrapartida estadual.

Já o Centro de Referência da Mulher Brasileira, assim como as unidades de Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul, será implementado por meio do Programa Calha Norte, via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com recursos de R$ 1,1 milhão provenientes de emenda parlamentar.

Leia Também:  Ministra Márcia Lopes defende justiça de gênero como pilar da justiça climática em simpósio global

Capilaridade da rede

Atualmente, 11 unidades da Casa da Mulher Brasileira estão em funcionamento no país, sendo quatro inauguradas sob a atual gestão do Ministério das Mulheres. Outras 31 encontram-se em diferentes etapas de implementação, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para garantir transparência e acompanhamento da execução, o Ministério das Mulheres disponibiliza o Painel de Monitoramento, com dados sobre cada unidade, incluindo localização, valores investidos e previsão das próximas etapas.

Fonte: Ministério das Mulheres

COMENTE ABAIXO:

Mulher

Ministra Márcia Lopes participa da I Cúpula Brasil-Espanha e firma memorando para avançar no enfrentamento à violência de gênero

Publicados

em

Por

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta sexta-feira (17/4), em Barcelona, da I Cúpula Brasil-Espanha, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, além de autoridades, com o objetivo de fortalecer a parceria entre os dois países. O encontro foi realizado no Palácio de Pedralbes.

Durante a cúpula, foi assinado um Memorando de Entendimento com a ministra da Igualdade da Espanha, Ana Redondo García, voltado à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. 

A Espanha é considerada referência internacional na área e registrou, em 2024, o menor número de casos de violência de gênero de sua série histórica. 

Na troca de experiências, o Brasil apresentará à Espanha a estratégia do Pacto Brasil entre os Três Poderes de Enfrentamento do Feminicídio e outras iniciativas voltadas à proteção das mulheres, como o Programa Mulher Viver Sem Violência, que prevê o fortalecimento dos canais de denúncia (Ligue 180), a implantação de Casas da Mulher Brasileira —  que reúnem,  em um só local,  vários serviços de apoio e orientação às mulheres vítimas de violência —, os Centros de Referência da Mulher Brasileira e outras políticas públicas voltadas ao cuidado e à autonomia econômica feminina.  

Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o fortalecimento da cooperação internacional reforça o compromisso do governo brasileiro com a promoção dos direitos das mulheres. 

“O memorando representa um passo importante para fortalecer a cooperação internacional na promoção da igualdade de gênero e no enfrentamento da violência contra as mulheres, ampliando a troca de experiências e o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes”, afirmou a ministra Márcia Lopes.

Leia Também:  69ª CSW: Ministério das Mulheres lidera comitiva brasileira em evento na sede da ONU, em Nova Iorque

Entre os principais encaminhamentos do encontro bilateral estão a criação de um grupo de trabalho para monitorar a implementação do acordo e a realização de intercâmbios técnicos entre especialistas dos dois países.

Protocolos de atendimento humanizado  

A cooperação bilateral abrange temas como prevenção à violência, enfrentamento à misoginia no ambiente digital, promoção de masculinidades não violentas e fortalecimento de sistemas integrados de proteção às mulheres. Também estão previstas trocas de experiências sobre canais de denúncia e atendimento remoto, como o Ligue 180, no Brasil, e o 016, na Espanha, além de protocolos de atendimento humanizado.

Sistemas de monitoramento de riscos  

Outro eixo prioritário do acordo assinado é o acesso à justiça, com interesse brasileiro no aprofundamento técnico sobre o sistema espanhol VioGén, que monitora e classifica riscos de violência por meio de ferramentas tecnológicas, permitindo respostas mais rápidas e integradas entre instituições.

A agenda inclui ainda a proteção de mulheres migrantes, com foco na construção de fluxos de atendimento para brasileiras na Espanha, e a capacitação de operadores do sistema de justiça, com intercâmbio sobre tribunais especializados em violência de gênero.

Fortalecimento das estratégias de prevenção   

O Brasil também demonstra interesse em fortalecer estratégias de prevenção que atuem diretamente na formação de valores e comportamentos, com destaque para o ambiente educacional e o esporte como espaços centrais de transformação social. 

No campo da educação, a prioridade é promover a igualdade de gênero desde a educação básica, por meio de ações de formação, projetos pedagógicos e fortalecimento de redes, contribuindo para a prevenção da violência e o enfrentamento do racismo e de outras desigualdades estruturais. 

Leia Também:  Cuiabá passa a ser referência em Salão Boutique

De forma complementar, o país busca conhecer experiências que utilizem o esporte como ferramenta de mudança cultural, reconhecendo seu papel na socialização e na construção de identidades, especialmente entre homens, e seu potencial para promover valores alinhados à equidade e à não violência.

Dignidade menstrual 

Na área de dignidade menstrual, o Brasil busca compartilhar e aprimorar políticas públicas. Dados apontam que uma em cada quatro meninas falta à escola durante o período menstrual, e cerca de 4 milhões enfrentam precariedade de higiene nas escolas. Apesar do avanço do Programa Dignidade Menstrual, apenas 14% do público estimado acessa regularmente o benefício, o que indica desafios como falta de informação, barreiras operacionais e persistência de estigmas.

A agenda inclui também discussões sobre democracia, multilateralismo e participação social. 

“Foi uma viagem muito produtiva com relação à nossa expectativa de futuro. Queremos um mundo sem guerra, queremos um mundo de paz, um mundo onde as democracias de fato se realizem e a população se sinta sempre muito envolvida, muito engajada e com seus direitos garantidos”, concluiu a ministra.

Sobre a I Cúpula Brasil-Espanha

A I Cúpula Brasil-Espanha, realizada em Barcelona neste mês de abril, é um desdobramento do diálogo bilateral realizado em 2025, em Madri, para fortalecer  a parceria estratégica entre os dois países, com foco na defesa do multilateralismo e na ampliação da cooperação internacional em áreas como igualdade de gênero, transição energética e desenvolvimento econômico.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA