Mulher
Em Rio Branco, Ministério das Mulheres assina convênio para construção de Casa da Mulher Brasileira
O Ministério das Mulheres e o Governo do Acre assinaram, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção da Casa da Mulher Brasileira (CMB) e do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), em Rio Branco (AC). A cerimônia contou com as presenças da secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, do governador do Acre, Gladson Cameli, da vice-governadora Mailza Assis e da titular da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), Márdhia El-Shawwa.
As duas unidades irão fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social em todo o estado. O Acre já conta com Centros de Referência da Mulher Brasileira em Cruzeiro do Sul e Epitaciolândia, inaugurados em janeiro e maio deste ano, respectivamente.
“O estado do Acre tem uma missão muito grande: impulsionar e promover a igualdade entre homens e mulheres no nosso país. É impossível que mais da metade da população — nós, mulheres, que somos a maioria — estejamos alienadas de viver um processo de justiça social. Para enfrentar essa situação, um dos equipamentos fundamentais é este: a Casa da Mulher Brasileira”, destacou a secretária Estela Bezerra.
O equipamento integra o Programa Mulher Viver sem Violência, que tem como objetivo ampliar e articular os serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência. A iniciativa busca agilizar os atendimentos e fortalecer a rede de proteção, assegurando maior efetividade no enfrentamento à violência de gênero.
Fortalecimento do acolhimento das mulheres
O Centro de Referência da Mulher Brasileira terá como foco o acolhimento humanizado e o atendimento especializado para mulheres em situação de violência de gênero. O espaço oferecerá suporte psicológico, social e jurídico, com atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar.
A Casa da Mulher Brasileira vai concentrar delegacia especializada, juizado, promotoria, defensoria pública, apoio psicossocial, alojamento de passagem, capacitação profissional, entre outros serviços.
Investimento
O investimento do Governo Federal na obra da Casa da Mulher Brasileira de Rio Branco é da ordem de R$ 6 milhões, com R$ 184,3 mil de contrapartida estadual.
Já o Centro de Referência da Mulher Brasileira, assim como as unidades de Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul, será implementado por meio do Programa Calha Norte, via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com recursos de R$ 1,1 milhão provenientes de emenda parlamentar.
Capilaridade da rede
Atualmente, 11 unidades da Casa da Mulher Brasileira estão em funcionamento no país, sendo quatro inauguradas sob a atual gestão do Ministério das Mulheres. Outras 31 encontram-se em diferentes etapas de implementação, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para garantir transparência e acompanhamento da execução, o Ministério das Mulheres disponibiliza o Painel de Monitoramento, com dados sobre cada unidade, incluindo localização, valores investidos e previsão das próximas etapas.
Fonte: Ministério das Mulheres
Mulher
Ministra Márcia Lopes participa da I Cúpula Brasil-Espanha e firma memorando para avançar no enfrentamento à violência de gênero
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou nesta sexta-feira (17/4), em Barcelona, da I Cúpula Brasil-Espanha, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, além de autoridades, com o objetivo de fortalecer a parceria entre os dois países. O encontro foi realizado no Palácio de Pedralbes.
Durante a cúpula, foi assinado um Memorando de Entendimento com a ministra da Igualdade da Espanha, Ana Redondo García, voltado à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
A Espanha é considerada referência internacional na área e registrou, em 2024, o menor número de casos de violência de gênero de sua série histórica.
Na troca de experiências, o Brasil apresentará à Espanha a estratégia do Pacto Brasil entre os Três Poderes de Enfrentamento do Feminicídio e outras iniciativas voltadas à proteção das mulheres, como o Programa Mulher Viver Sem Violência, que prevê o fortalecimento dos canais de denúncia (Ligue 180), a implantação de Casas da Mulher Brasileira — que reúnem, em um só local, vários serviços de apoio e orientação às mulheres vítimas de violência —, os Centros de Referência da Mulher Brasileira e outras políticas públicas voltadas ao cuidado e à autonomia econômica feminina.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o fortalecimento da cooperação internacional reforça o compromisso do governo brasileiro com a promoção dos direitos das mulheres.
“O memorando representa um passo importante para fortalecer a cooperação internacional na promoção da igualdade de gênero e no enfrentamento da violência contra as mulheres, ampliando a troca de experiências e o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes”, afirmou a ministra Márcia Lopes.
Entre os principais encaminhamentos do encontro bilateral estão a criação de um grupo de trabalho para monitorar a implementação do acordo e a realização de intercâmbios técnicos entre especialistas dos dois países.
Protocolos de atendimento humanizado
A cooperação bilateral abrange temas como prevenção à violência, enfrentamento à misoginia no ambiente digital, promoção de masculinidades não violentas e fortalecimento de sistemas integrados de proteção às mulheres. Também estão previstas trocas de experiências sobre canais de denúncia e atendimento remoto, como o Ligue 180, no Brasil, e o 016, na Espanha, além de protocolos de atendimento humanizado.
Sistemas de monitoramento de riscos
Outro eixo prioritário do acordo assinado é o acesso à justiça, com interesse brasileiro no aprofundamento técnico sobre o sistema espanhol VioGén, que monitora e classifica riscos de violência por meio de ferramentas tecnológicas, permitindo respostas mais rápidas e integradas entre instituições.
A agenda inclui ainda a proteção de mulheres migrantes, com foco na construção de fluxos de atendimento para brasileiras na Espanha, e a capacitação de operadores do sistema de justiça, com intercâmbio sobre tribunais especializados em violência de gênero.
Fortalecimento das estratégias de prevenção
O Brasil também demonstra interesse em fortalecer estratégias de prevenção que atuem diretamente na formação de valores e comportamentos, com destaque para o ambiente educacional e o esporte como espaços centrais de transformação social.
No campo da educação, a prioridade é promover a igualdade de gênero desde a educação básica, por meio de ações de formação, projetos pedagógicos e fortalecimento de redes, contribuindo para a prevenção da violência e o enfrentamento do racismo e de outras desigualdades estruturais.
De forma complementar, o país busca conhecer experiências que utilizem o esporte como ferramenta de mudança cultural, reconhecendo seu papel na socialização e na construção de identidades, especialmente entre homens, e seu potencial para promover valores alinhados à equidade e à não violência.
Dignidade menstrual
Na área de dignidade menstrual, o Brasil busca compartilhar e aprimorar políticas públicas. Dados apontam que uma em cada quatro meninas falta à escola durante o período menstrual, e cerca de 4 milhões enfrentam precariedade de higiene nas escolas. Apesar do avanço do Programa Dignidade Menstrual, apenas 14% do público estimado acessa regularmente o benefício, o que indica desafios como falta de informação, barreiras operacionais e persistência de estigmas.
A agenda inclui também discussões sobre democracia, multilateralismo e participação social.
“Foi uma viagem muito produtiva com relação à nossa expectativa de futuro. Queremos um mundo sem guerra, queremos um mundo de paz, um mundo onde as democracias de fato se realizem e a população se sinta sempre muito envolvida, muito engajada e com seus direitos garantidos”, concluiu a ministra.
Sobre a I Cúpula Brasil-Espanha
A I Cúpula Brasil-Espanha, realizada em Barcelona neste mês de abril, é um desdobramento do diálogo bilateral realizado em 2025, em Madri, para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países, com foco na defesa do multilateralismo e na ampliação da cooperação internacional em áreas como igualdade de gênero, transição energética e desenvolvimento econômico.
Fonte: Ministério das Mulheres
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