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Eleições 2022: Instagram alerta conteúdos com fake news
Especialista em Marketing Digital explica as consequências negativas que os conteúdos geram na campanha eleitoral
79% dos brasileiros tiveram contato com notícias falsas sobre as eleições pelas redes sociais (Imagem: Unsplash)
Por Gustavo Souza
No próximo domingo (30), acontece o 2º turno das eleições presidenciais e governamentais no Brasil. Com a tensão que antecede o período, tanto por parte dos candidatos quanto dos eleitores, as famosas fake news surgem com mais frequência, na intenção de descredibilizar o opositor(a) ou fazer com que as pessoas acreditem em comportamentos que não são fidedignos, ações que acontecem, sobretudo, nas redes sociais.
No Brasil, um estudo da empresa de cibersegurança Avast mostrou que 79% dos brasileiros tiveram contato com notícias falsas sobre as eleições pelas redes sociais. Mais da metade dos eleitores, 57%, não acredita ou não tem certeza se essas plataformas são fontes confiáveis de informações. Outros 86% acreditam que as redes sociais devem ser responsáveis por remover notícias falsas.
Diariamente, muitos perfis e veículos de comunicação trabalham para desmentir informações falsas e, por conseguinte, comprovar a seriedade de suas atuações. É um trabalho muito grande, pois são informações compartilhadas até por figuras públicas, que têm milhões de seguidores. Para evitar que os eleitores fiquem perdidos, o Instagram habilitou um alerta para toda vez que uma fake news é compartilhada, com uma mensagem informando que esse conteúdo não é verdadeiro.
Na reta final das eleições, fica até difícil entrar nas redes e não se deparar com notícias que tenhamos que nos perguntar sobre a procedência. Essa estratégia de disseminação de fake news atrapalha diretamente na campanha eleitoral do candidato. “Estrategicamente, as campanhas políticas divulgadas na internet são essenciais para alavancar o conceito político de um candidato. Porém, é preciso interagir de forma correta, com ações de marketing estratégicas que tragam em suas performances resultados positivos. As redes sociais são ferramentas indissociáveis de qualquer campanha política, mas é preciso ter responsabilidade e um plano inteligente para corroborar com o trabalho”, ressalta Erivam Bandini, Sócio Diretor da Box Ideias.
A internet é um ótimo recurso de um político, mas seu mau uso pode fazer com que se crie uma verdadeira crise de imagem. Por isso, é muito importante se atentar sobre o discurso que pretende compartilhar e sobre as regras na internet. O DJE (Diário da Justiça Eletrônico) publicou, neste ano, a Resolução 23.610, que dispõe sobre as regras da propaganda eleitoral. Segundo a resolução, é livre a manifestação de pensamento de um eleitor através da internet. Neste meio, a campanha será limitada caso ofenda a honra ou a imagem dos demais políticos, partidos, federações partidárias, principalmente quando se tratar de notícias falsas.
SOBRE A BOX IDEIAS:
A Agência de Marketing e Tecnologia, Box Ideias, com sede em Maringá-PR, foi fundada em 2016 pela parceria de três sócios, Raphael Oliveira, Rodrigo Prata e Erivam Bandini. Os empreendedores atenderam mais de 100 marcas como: Hypera Pharma, Engov, Mantecorp, Nesina, Neo Química, Vitasay, Tamarine, Amend, Smart Fit, Softys, Revest Acabamentos, Bolamel, entre outras, com um serviço B2B. A caixa de ideias expande e se transforma. A Box está em constante evolução, construção e relacionamento para oferecer as melhores metodologias de Marketing para as empresas de qualquer segmento, a fim de levar os melhores resultados pela soma das mídias e estratégias segmentadas (online ou offline). A Box Ideias possui as soluções de: Marketing de Performance, Criação de conteúdo, Gestão de tráfego pago, desenvolvimento e evolução de plataformas de e-commerce (principalmente VTEX) e Branding. Saiba mais, aqui!
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TJMT abre debate sobre sigilo judicial e convoca imprensa para ajudar a frear escalada da violência contra a mulher em Mato Grosso
JB News
por Nayara Cristina
Diante do avanço dos casos de violência doméstica e feminicídio em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça do Estado decidiu transformar a informação em ferramenta de prevenção. Na manhã desta quarta-feira (15), a Corte abriu as portas de sua sede, em Cuiabá, para reunir jornalistas, magistrados, especialistas e representantes da rede de proteção em um encontro que marcou o início de uma nova estratégia institucional para enfrentar a violência de gênero. O “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher” foi mais do que uma agenda institucional: foi um chamado público para construir, junto com quem leva a notícia à população, uma rede de alerta, acolhimento e proteção às mulheres.

Recepcionado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, e pela vice-presidente da Corte, Maria Erotides Kneip Baranjak, o encontro foi idealizado pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do TJMT. A proposta foi construir uma comunicação mais responsável, mais humana e mais eficiente para orientar vítimas, reduzir a revitimização e conter os efeitos sociais que a cobertura inadequada de crimes dessa natureza pode provocar.

O alerta do Judiciário tem como pano de fundo uma realidade preocupante. Mato Grosso encerrou 2025 com 53 feminicídios consumados, número superior ao registrado em 2024, quando houve 47 casos. A maioria das vítimas foi assassinada dentro de casa e, em grande parte das ocorrências, o autor era companheiro ou ex-companheiro. O cenário evidencia a persistência da violência doméstica como principal porta de entrada para crimes letais contra mulheres. Só no primeiro trimestre de 2026, o Estado já acumulava novos casos, mantendo a curva de preocupação em alta.

Ao abrir o encontro, José Zuquim defendeu que o Judiciário não pode atuar apenas depois da tragédia consumada. Segundo ele, a imprensa tem papel central nesse esforço porque chega primeiro à sociedade e pode ajudar a romper o ciclo da violência ao informar com responsabilidade, orientar vítimas e divulgar caminhos de proteção. Para o presidente do TJMT, comunicar bem também é uma forma de prevenir crimes.

Maria Erotides reforçou que a cobertura de violência de gênero precisa ir além do impacto do fato policial. A desembargadora defendeu uma mudança de cultura na forma de noticiar esses casos, evitando a exposição excessiva da vítima, a culpabilização da mulher e a reprodução de estigmas que acabam naturalizando a agressão. Segundo ela, uma narrativa comprometida com os direitos humanos pode salvar vidas antes mesmo da intervenção do Estado.

Um dos pontos centrais do encontro foi a palestra do delegado do Distrito Federal, Marcelo Zago, que apresentou estudos sobre o chamado efeito “copycat” — fenômeno em que crimes violentos podem ser reproduzidos ou estimulados a partir da repetição massiva de imagens chocantes, detalhes cruéis ou narrativas sensacionalistas. A recomendação aos jornalistas foi clara: evitar descrições mórbidas, preservar a dignidade da vítima e sempre incluir informações úteis sobre canais de ajuda.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa afirmou que a informação de qualidade é uma ponte entre o sistema de Justiça e a mulher em situação de risco. Para ela, combater a desinformação e garantir uma linguagem acessível e acolhedora é parte essencial da política de enfrentamento à violência doméstica.

Durante o debate, jornalistas também foram diretos ao cobrar mais transparência do Judiciário em relação aos casos de violência doméstica e feminicídio. O principal ponto levantado foi o excesso de informações mantidas sob segredo de justiça, o que, na avaliação dos profissionais da imprensa, muitas vezes dificulta explicar à sociedade a gravidade do crime, o andamento do processo, as decisões judiciais e as responsabilizações dos autores.

Em resposta, Maria Erotides reconheceu que o sigilo processual, embora necessário para resguardar a intimidade da vítima, preservar provas e evitar constrangimentos em casos de violência familiar, precisa ser constantemente revisto para não se transformar em barreira à informação de interesse público. A desembargadora sinalizou que o Tribunal vai estudar formas de aperfeiçoar esse fluxo de comunicação, buscando um equilíbrio entre a proteção legal das partes e o direito da sociedade de compreender como a Justiça atua nesses casos.
A discussão abriu espaço para um novo eixo de trabalho entre Judiciário e imprensa: a construção de protocolos que permitam divulgar, com mais clareza, decisões, medidas protetivas, condenações e estágios processuais, sem violar a intimidade das vítimas. A ideia é que a sociedade tenha acesso a informações mais completas sobre punições, respostas do Estado e instrumentos de proteção, fortalecendo a confiança no sistema de Justiça e ampliando o efeito preventivo da informação.

Entre os representantes da imprensa que participaram do encontro, o diretor do portal JB News em Mato Grosso, José Teixeira, popularmente conhecido como Jota de Sá, que reforçou o compromisso do veículo com a construção de uma comunicação mais responsável no enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ele, o jornalismo tem papel essencial não apenas na divulgação dos fatos, mas também na orientação da sociedade e na proteção de quem vive em situação de risco.

Jota de Sá afirmou que o JB News estará ao lado do Poder Judiciário nessa mobilização permanente em defesa da vida. “O JB News assume esse compromisso de caminhar junto com o Judiciário, levando informação com responsabilidade, sensibilidade e compromisso social. Nosso papel é ajudar a orientar, acolher e dar visibilidade aos caminhos de proteção. Não podemos aceitar a escalada da violência como algo normal. Vamos somar forças para que a informação ajude a construir paz, segurança e dignidade para as mulheres e para as famílias de Mato Grosso”, destacou.

O coordenador de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Ranieri Queiroz, destacou que o encontro com os jornalistas foi estruturado a partir de uma escuta ativa dos próprios profissionais da imprensa, com o objetivo de compreender dificuldades, demandas e possibilidades de construção conjunta. Segundo ele, a proposta do Judiciário não é interferir na liberdade editorial dos veículos, mas abrir um espaço de diálogo para refletir sobre o impacto social da informação e sobre a responsabilidade coletiva na cobertura de casos de violência contra a mulher.

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Outro dado destacado no encontro foi o alto índice de esclarecimento dos feminicídios em Mato Grosso. Segundo magistrados e integrantes da rede de proteção, praticamente todos os casos recentes tiveram resposta rápida das forças de segurança, com identificação dos autores, prisões e responsabilização penal, restando raríssimas exceções de suspeitos ainda foragidos. O dado foi usado como argumento para reforçar que, embora a resposta repressiva exista, o grande desafio ainda está na prevenção e na capacidade de impedir que a violência chegue ao desfecho fatal.

Como encaminhamento prático, Judiciário e imprensa começaram a discutir a criação de um protocolo de cobertura responsável para casos de violência doméstica e feminicídio. Entre as diretrizes em debate estão evitar exposição indevida da vítima, não reproduzir versões que a culpem, não divulgar imagens degradantes e sempre informar onde buscar ajuda.
Em Mato Grosso, mulheres em situação de violência podem buscar ajuda pelo telefone 180, canal nacional gratuito que funciona 24 horas. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. O Estado também conta com Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, além da Patrulha Maria da Penha e da rede de apoio psicossocial do próprio Judiciário. O recado final do encontro foi claro: em um estado onde os números ainda assustam, a informação correta — dada na hora certa — pode ser decisiva para impedir que uma ameaça vire tragédia.
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