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Dr. João propõe criação de salas sensoriais em hospitais regionais para atendimento a pessoas com autismo

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A proposta prevê a criação de ambientes especialmente adaptados para proporcionar conforto e reduzir o estresse durante atendimentos médicos

Em iniciativa pioneira pela inclusão e humanização do atendimento à saúde, o deputado estadual Dr. João (MDB), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, apresentou na sessão da semana passada (16) um projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de implantação de salas sensoriais nos Hospitais Regionais do Estado para acolhimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A proposta prevê a criação de ambientes especialmente adaptados com iluminação controlada, isolamento acústico, mobiliário ergonômico e recursos sensoriais para proporcionar conforto e reduzir o estresse durante atendimentos médicos.

“Queremos garantir que nossos hospitais estejam preparados para receber com dignidade as pessoas com autismo, que muitas vezes enfrentam grande dificuldade em ambientes convencionais de saúde devido à sensibilidade sensorial característica do TEA”, explicou Dr. João.

O parlamentar destacou que as salas seguirão padrões técnicos específicos: “Elas serão equipadas com elementos que favoreçam a regulação sensorial, respeitando as necessidades específicas deste público. É um passo importante para a construção de uma saúde pública verdadeiramente inclusiva em nosso estado”.

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O projeto estabelece que as salas devem conter: Iluminação ajustável; Isolamento acústico (quando possível); Mobiliário ergonômico e acolhedor; Recursos visuais e táteis adequados e Materiais pedagógicos e sensoriais.

“Já existem experiências exitosas em órgãos federais que comprovam a eficácia desta medida. Queremos levar essa conquista para os hospitais regionais de Mato Grosso, que são referência no atendimento de média e alta complexidade”, afirmou o deputado.

A proposta tem base na Constituição Estadual, que assegura a dignidade da pessoa humana e a proteção às pessoas com deficiência. O texto também observa os princípios da técnica legislativa estabelecidos na legislação estadual e federal.

O projeto seguirá para análise das comissões técnicas da ALMT antes de ser votado em plenário. Se aprovado e sancionado, a lei entrará em vigor imediatamente após sua publicação, com as despesas de implementação sendo custeadas pelo orçamento estadual.

“Esta é uma medida de grande alcance social que impactará positivamente a qualidade de vida de milhares de famílias mato-grossenses. Estamos dando um importante passo na construção de políticas públicas mais inclusivas e humanizadas”, concluiu Dr. João.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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