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Deutado Botelho diz que pacote de medidas aprovado pelos deputados promoveu equilíbrio fiscal de MT

Garantia do pagamento do 13º salário dos servidores públicos

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Botelho atribui avanços na economia à força-tarefa da ALMT

Pacote de medidas aprovado pelos deputados promoveu o equilíbrio fiscal de MT Governo. O 13º salário dos servidores públicos será pago dia 20 de dezembro

Por Itimara Figueiredo/ALMT

A força-tarefa realizada pela Assembleia Legislativa desde o início deste ano já começa a render bons frutos para Mato Grosso. A aprovação do pacote de medidas que promoveu o equilíbrio fiscal foi destacada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), nesta terça-feira (10), durante o pronunciamento do governador Mauro Mendes (DEM), no Palácio Paiaguás, que assegurou condições de pagar o 13º salário dos servidores públicos no próximo dia 20. Além disso, anunciou o pagamento dos salários em dia.

“Não restam dúvidas de que tudo que foi feito teve a participação muito importante da Assembleia Legislativa. Se não fossem os projetos aprovados e as modificações feitas pela Assembleia Legislativa não teria acontecido isso [avanços]. Ele [governador] está apresentando aqui o resultado que já nos animam. O déficit normal do estado estava sendo mais de R$ 1 bilhão por ano. Ele já está terminando o ano com déficit em torno de R$ 300 milhões. O déficit total que tinha ficado do governo passado que era mais de R$ 3 bilhões, hoje já vai estar em torno de R$ 1,5 bilhão aproximadamente, quer dizer já diminuiu aí quase R$ 2 bilhões de restos a pagar. Então, é um avanço muito grande, uma melhora nas contas públicas”, comemorou o presidente.

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Também destacou que o empenho dos deputados proporcionou condições de o governo pagar o 13º salário dos servidores no próximo dia 20 e o salário no mês. “Então, são resultados que a Assembleia fica muito feliz porque os projetos que a Assembleia aprovou estão dando resultados e a população está vendo toda essa melhora, inclusive, na área da Saúde, que já está pagando os fornecedores em dia, os médicos, os hospitais. Isso tudo é fruto do trabalho da Assembleia Legislativa”, afirmou Botelho.

Ressaltou o trabalho independente do parlamento estadual, que, segundo ele, ajuda no aperfeiçoamento dos projetos do Poder Executivo. “A Assembleia tem a sua independência e por isso há projetos em que propõem melhorias, por meio de emendas que os deputados entendem que é uma forma de aperfeiçoar. É a independência dos poderes, o governador Mauro Mendes já entendeu isso e temos que respeitar. Eu como presidente respeito fielmente o que a maioria dos deputados decide”, explicou.

Na reunião de Mendes, também participaram secretários de Estado, adjuntos, chefes de autarquias e fundações do Executivo e deputados estaduais. Com as medidas anunciadas, o governo irá injetar na economia do Estado um acréscimo superior a R$ 500 milhões.

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O governador reconheceu o trabalho da ALMT para ajudar Mato Grosso a retomar o equilíbrio fiscal e, consequentemente, o desenvolvimento, a exemplo da renovação do Fethab e a renegociação da dívida com o Bank Of America.

“Agradeço muito a Assembleia Legislativa. Não há como implementar as medidas sem o apoio da Assembleia. Tudo o que nós fazemos vem do bolso do contribuinte. E é para esse cidadão que o Estado precisa voltar seus olhos. É na adversidade que normalmente a civilização produz mais conhecimento, pois os problemas nos obrigam a produzir soluções. Precisamos devolver à sociedade aquilo que ela espera de todos nós”, completou o governador.

Fotos: MAURICIO BARBANT / ALMT

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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