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Desembargador vota para cassar mandato de Neri Geller e pede oito anos de inelegibilidade por caixa dois

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O desembargador Sebastião Barbosa, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, (TRE-MT), votou por cassar o mandato do deputado federal Neri Geller, (PP) em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), nesta quinta-feira, (13.08).
O relator da ação entendeu que Neri fez caixa 2 e cometeu abuso de poder econômico, na eleição de 2018 ao qual foi eleito.
O voto do magistrado foi dado na sessão realizada nesta quinta-feira, em sessão virtual.
O desembargador Sebastião também pediu que Neri fique inelegível por oito anos. Na sequência, o juiz membro do (TRE-MT), Sebastião Monteiro fez pedido de vistas e adiou a decisão final do processo que poderá ser dado na próximo reunião do colegiado, marcada para a próxima semana.
O pedido foi feito pelo MPE
Segundo o Ministério Público Eleitoral, no período entre julho e outubro de 2018, Neri Geller transferiu R$ 4,8 milhões para a conta do filho que, por sua vez, também transferiu R$ 2.332.340 ao pai.
Na mesma linha de investigação investigação apurou que que, em outra conta bancária, Marcelo movimentou entre setembro e novembro de 2018, a quantia de R$ 7,2 milhões a crédito e R$ 7,2 milhões a débito, segundo o MPE.
Para o MPE, Geller teria infringido a legislação eleitoral, que prevê que as contribuições sejam feitas no limite de até 10% dos rendimentos brutos pelo doador, a situação piorou por que o deputado não identificou a origem do dinheiro, ao TRE. E, que a movimentação do dinheiro na conta do filho, demonstra que foi pura e simplesmente para ocupar sua origem.

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Em nota a assessoria do parlamentar disse o seguinte :

Veja :👇

NOTA À IMPRENSA

Sobre o julgamento desta quinta-feira (13.08), o deputado federal Neri Geller tem a declarar que:

– Os motivos alegados para gerar a condenação *não constam* do pedido inicial formulado pelo MPE;

– O objeto da ação era a doação enquanto *pessoa física* a outros candidatos, o que foi validado a favor do parlamentar pelo próprio relator;

– Todos os recebimentos auferidos em sua conta bancária provêm *exclusivamente* de venda de soja e milho, fruto de sua atividade como produtor rural há mais de 20 anos;

– Para tal, a movimentação financeira pela venda e comercialização dos produtos foi comprovada no decorrer do processo não havendo qualquer irregularidade;

– O parlamentar segue tranquilo ciente de que, a seu tempo, os fatos serão devidamente esclarecidos.

Advogado *Flávio Caldeira Barra*

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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