Policial
Desembargador nega pedido de liminar a “Sandro Louco” para deixar área de isolamento na PCE
JB News
Da redação
O desembargador Rui Ramos negou um pedido de transferência feito pela defesa de um dos líderes do Comando Vermelho em MT, Sandro Silva Rabelo, conhecido popularmente como “Sandro Louco” de deixar o Raio “8” em uma área de isolamento na Penitenciária Estadual do Estado.
Sandro foi transferido para Raio “8” pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (NIPO), após a deflagração da Operação Ativo Oculto, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Na operação a justiça descobriu que Sandro Louco mesmo preso continuava a comandar crimes de dentro da prisão. E por conta disso posicionou na decisão pela sua transferência para uma sela em separado dos outros presos, sem comunicação.
A defesa alega excesso injustificado no prazo de isolamento. E que os crimes cometidos por ele de dentro da prisão foram sessados após a transferência dele para o Raio 8. Alega também que a decisão pela transferência se quer foi fundamentada concretamente, e que sua prisão não afeta as regras da penitenciaria, e que não foi lhe dado se quer o direito a defesa.
Na sua negativa, Rui Ramos ressaltou as 17 condenações de Sandro Louco, e rebateu os argumentos da defesa dizendo que os crimes envolvendo a Organização Criminosa cessaram por conta da denúncia da justiça. E que mesmo preso continuou a cometer os mesmos crimes.
Determinou também a apuração para saber se o líder está realmente em cela separada em isolamento ou em regime diferenciado. E indeferiu o pedido de liminar.
Policial
Polícia Civil prende quatro e desarticula quadrilha que invadiu casa para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá
JB News
por Emerson Teixeira
Fotos : PC-MT
Operação Passagem Oculta mira quadrilha que fez túnel improvisado para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Passagem Oculta para desarticular um grupo criminoso investigado por participação em uma tentativa de roubo milionário contra uma cooperativa de crédito em Cuiabá. A ofensiva cumpre 12 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande e mira uma quadrilha apontada como responsável por uma ação altamente planejada, que incluiu a invasão de uma casa vizinha à agência para abrir acesso ao cofre da instituição financeira.
Ao todo, a Justiça autorizou quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão — inclusive em veículos e endereços itinerantes — além de quatro quebras de sigilo de dados telemáticos. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo Cuiabá, a partir de representação feita pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), unidade responsável pelas investigações.

O crime ocorreu na madrugada do fim de junho de 2025, em uma agência da cooperativa localizada na Avenida das Torres, em Cuiabá. Segundo a investigação, os criminosos invadiram uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, imóvel que fazia divisa estrutural com a agência. Três moradores da casa foram rendidos e mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça de armas de fogo, enquanto os assaltantes tentavam abrir uma passagem pela parede que separava os dois imóveis.
A estratégia da quadrilha era acessar o interior da cooperativa sem chamar atenção, utilizando o imóvel residencial como rota clandestina para alcançar a área onde estavam os valores. A estimativa é de que o grupo pretendia subtrair até R$ 1 milhão. A ação, no entanto, foi interrompida após rápida intervenção da Polícia Militar, que frustrou o roubo antes da fuga do grupo.
Na ocasião, um dos suspeitos morreu em confronto com os policiais no local. Outro integrante foi preso em flagrante, processado em separado e já condenado pela participação no crime. A partir da continuidade das diligências, a GCCO aprofundou a apuração e identificou outros quatro envolvidos que, segundo a Polícia Civil, atuaram de forma estruturada e com divisão de tarefas bem definida.
De acordo com a investigação, havia suspeitos responsáveis pela execução direta da invasão, pelo apoio logístico, transporte de integrantes e monitoramento da movimentação no entorno da cooperativa. O delegado Igor Sasaki destacou que o grupo demonstrou elevado grau de planejamento e organização, o que fundamentou os pedidos de prisão preventiva para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir novas ações da quadrilha.

Os investigados vão responder por roubo circunstanciado com agravantes de uso de arma de fogo, restrição de liberdade das vítimas e concurso de pessoas. A Polícia Civil também apura se há ligação dos alvos com facções criminosas que atuam na capital e região metropolitana.
A Operação Passagem Oculta faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, uma das frentes do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de organizações criminosas em Mato Grosso. A ação também integra o cronograma da Operação Nacional Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas de todo o país para combater estruturas criminosas de alta complexidade.
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