Policial
Sargento da Rotam é preso após enviar R$ 10 mil ao TJ se passando por presidente da Corte
*Veja vídeo*
JB News
Por Alisson Gonçalves
Um sargento da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) foi preso após enviar um pacote com R$ 10 mil para a guarita do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), usando indevidamente o nome e a foto do presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira. O caso ocorreu na tarde de terça-feira,12,e foi revelado pelo próprio magistrado em um vídeo divulgado nesta quarta-feira,13.
Segundo Zuquim, o dinheiro chegou por meio de um motorista de aplicativo, que disse tê-lo recebido de uma pessoa em um Corolla prata no estacionamento externo do Fórum da Capital.
Ao entregar o pacote ao policial militar responsável pela segurança do TJ, foi constatado que o remetente registrado no aplicativo era o próprio desembargador.
A major responsável pela segurança abriu o pacote e encontrou o montante. A partir das imagens das câmeras de segurança, foi identificado que o responsável pelo envio era o sargento da Rotam.
Ele se apresentou voluntariamente à companhia a que pertence e, em seguida, foi encaminhado à delegacia.
O desembargador afirmou ter ficado “estarrecido” com a situação e solicitou investigação imediata.
“Ratifico minha posição e, principalmente, o sentimento de surpresa diante dos fatos. Confio nas instituições e nas investigações, que certamente esclarecerão o que realmente aconteceu e os motivos por trás disso”, declarou Zuquim.
A Coordenadoria Militar do TJ instaurou apuração interna, e o caso segue sob investigação para determinar as circunstâncias e intenções por trás do envio do dinheiro.
Veja o depoimento
Policial
Polícia Civil prende quatro e desarticula quadrilha que invadiu casa para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá
JB News
por Emerson Teixeira
Fotos : PC-MT
Operação Passagem Oculta mira quadrilha que fez túnel improvisado para tentar roubo milionário em cooperativa de Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Passagem Oculta para desarticular um grupo criminoso investigado por participação em uma tentativa de roubo milionário contra uma cooperativa de crédito em Cuiabá. A ofensiva cumpre 12 ordens judiciais nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande e mira uma quadrilha apontada como responsável por uma ação altamente planejada, que incluiu a invasão de uma casa vizinha à agência para abrir acesso ao cofre da instituição financeira.
Ao todo, a Justiça autorizou quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão — inclusive em veículos e endereços itinerantes — além de quatro quebras de sigilo de dados telemáticos. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Polo Cuiabá, a partir de representação feita pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), unidade responsável pelas investigações.

O crime ocorreu na madrugada do fim de junho de 2025, em uma agência da cooperativa localizada na Avenida das Torres, em Cuiabá. Segundo a investigação, os criminosos invadiram uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, imóvel que fazia divisa estrutural com a agência. Três moradores da casa foram rendidos e mantidos em cárcere privado por cerca de quatro horas, sob ameaça de armas de fogo, enquanto os assaltantes tentavam abrir uma passagem pela parede que separava os dois imóveis.
A estratégia da quadrilha era acessar o interior da cooperativa sem chamar atenção, utilizando o imóvel residencial como rota clandestina para alcançar a área onde estavam os valores. A estimativa é de que o grupo pretendia subtrair até R$ 1 milhão. A ação, no entanto, foi interrompida após rápida intervenção da Polícia Militar, que frustrou o roubo antes da fuga do grupo.
Na ocasião, um dos suspeitos morreu em confronto com os policiais no local. Outro integrante foi preso em flagrante, processado em separado e já condenado pela participação no crime. A partir da continuidade das diligências, a GCCO aprofundou a apuração e identificou outros quatro envolvidos que, segundo a Polícia Civil, atuaram de forma estruturada e com divisão de tarefas bem definida.
De acordo com a investigação, havia suspeitos responsáveis pela execução direta da invasão, pelo apoio logístico, transporte de integrantes e monitoramento da movimentação no entorno da cooperativa. O delegado Igor Sasaki destacou que o grupo demonstrou elevado grau de planejamento e organização, o que fundamentou os pedidos de prisão preventiva para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e impedir novas ações da quadrilha.

Os investigados vão responder por roubo circunstanciado com agravantes de uso de arma de fogo, restrição de liberdade das vítimas e concurso de pessoas. A Polícia Civil também apura se há ligação dos alvos com facções criminosas que atuam na capital e região metropolitana.
A Operação Passagem Oculta faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, uma das frentes do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de organizações criminosas em Mato Grosso. A ação também integra o cronograma da Operação Nacional Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas de todo o país para combater estruturas criminosas de alta complexidade.
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