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Deputado cobra Governo Lula sobre pavimentação de 200 Km para acesso à ponte sobre o rio Araguaia, entre Mato Grosso e Goiás

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_Ponte está no Distrito de Luiz Alves, no município de São Miguel do Araguaia, e foi entregue pelo Governo Bolsonaro, quando era ministro o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas_

Deputado Dr. Eugênio de Paiva (PSB) cobrou do Governo Lula a pavimentação asfáltica de 200 Km do acesso à ponte sobre o rio Araguaia, no distrito de Luiz Alves, no município de São Miguel do Araguaia, no Estado de Goiás, na divisa com Mato Grosso. O trecho é na rodovia BR-080.

Ele fez a fiscalização do local no sábado (4/1/25) e lembrou que a obra foi entregue no Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o ministro da Infraestrutura era o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

“Estamos aqui fazendo essa cobrança. Para que o Governo Lula possa cumprir o compromisso feito lá no Governo Bolsonaro: entregar os 200 Km de pavimentação que separam o desenvolvimento da nossa região de Ribeirão Cascalheira, interagindo o Araguaia com a BR-158, com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), que está chegando”, descreveu o Deputado do Araguaia sobre as interligações logísticas na região.

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“Essa ponte está pronta, foi entregue. Só está faltando fazer a cabeceira do lado mato-grossense. E fazer 200 Km que separam o progresso da nossa região de Ribeirão Cascalheira e do Araguaia”, reforçou Dr. Eugênio sobre a necessidade da obra.

Ele afirma que a ponte em questão vai fazer toda diferença para a região do Araguaia e atrair investimentos. Porque de um lado, está São Miguel do Araguaia e do outro lado da ponte é o Estado de Mato Grosso.

Ele relembrou a mesma importância que teve a Ponte da Integração José Monteiro Guimarães, no Médio Araguaia, no rio das Mortes, na MT-326, entre Nova Nazaré e Cocalinho. Uma das suas lutas no primeiro mandato. E cuja Lei Ordinária Nº 11.895/2022, da sua autoria, deu nome à ponte.

 

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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