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Conselheiro do TCE-MT questiona novo decreto da rastreabilidade do processo de exportação

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JB News

Da Redação

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai questionar o Governo do Estado quanto ao novo decreto, publicado em março deste ano, que dispõe sobre o Regime Especial de Controle e Fiscalização, relativo às operações de exportação. De acordo com o conselheiro-ouvidor, Antonio Joaquim, que relatou a auditoria da receita pública do Estado, a reedição normativa limita a rastreabilidade do produto exportado, prejudicando o produtor lá na ponta.

“Em 2023, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda, publicou o Decreto 252, normatizando a rastreabilidade direta, lá na lavoura do produtor. Ou seja, a soja saía de lá já com a nota fiscal dizendo que era para exportar. Assim, o produtor passou a ser, verdadeiramente, o exportador, tendo acesso ao crédito internacional direto, sem depender das trades. Ficamos muito satisfeitos, pois era uma luta antiga”, declarou o conselheiro-ouvidor durante o Seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Sociais”, realizado pelo TCE-MT e pela Aprosoja nesta terça-feira (28).

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Conforme Antonio Joaquim, entretanto, em março de 2024 foi publicado um novo decreto, que limitou a rastreabilidade. “Agora estamos monitorando e vamos questionar a Sefaz do porquê. Queremos entender por que houve essa alteração e que definitivamente se possa fazer a rastreabilidade direta e sem limitação, pois quem produz as receitas são os produtores, o governo não produz um real, tudo vem de impostos.”

O Seminário, que reuniu mais de mil representantes do agronegócio, produtores rurais e agentes políticos, foi uma resposta a demanda protocolada junto ao Tribunal por 127 Câmaras de Vereadores, que apontam prejuízos ao desenvolvimento a partir das moratórias da soja e da carne. Segundo os demandantes, os acordos já impediriam a circulação de bilhões de reais na economia mato-grossense, aprofundando as desigualdades regionais, uma das principais bandeiras da gestão do conselheiro-presidente Sérgio Ricardo.

Na ocasião, inclusive, o presidente anunciou que vai auditar os incentivos fiscais destinados às empresas que atuam no estado. “A lei diz que a empresa que recebe incentivo precisa promover desenvolvimento e geração de emprego e os municípios que nos procuraram dizem que não estão gerando emprego e estão aumentando as desigualdades. Então, tem a ver com o TCE, que está preocupado em contribuir com políticas públicas, para além de fiscalizar e julgar as contas públicas. Se está no orçamento e na lei, o Tribunal de Contas tem o dever de entrar no debate.”

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Por meio da auditoria, que será relatada pelo próprio presidente, será elaborado um relatório contendo as empresas que praticam a moratória e estão recebendo incentivos fiscais do Governo de Mato Grosso.

O encontro foi realizado em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e Fórum Agro MT.

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Integração entre Samu e Corpo de Bombeiros amplia atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso

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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será interrompido e seguirá atendendo normalmente

Ana Lazarini | SES-MT
Integração permite maior agilidade no socorro às vítimas
Crédito – Secom-MT

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) segue ativo e não será interrompido em Mato Grosso. O serviço é essencial para a assistência à população e continuará operando normalmente, de forma integrada ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

Firmada em junho de 2025, a atuação conjunta entre Samu e Corpo de Bombeiros ampliou a capacidade de resposta no atendimento pré-hospitalar em todo o Estado. O tempo-resposta às chamadas já foi reduzido em 36%, enquanto o número de atendimentos prestados à população aumentou em 30%. A cooperação também possibilitou a ampliação em 100% da cobertura na região da Baixada Cuiabana.

A integração permite maior agilidade no socorro às vítimas, especialmente em ocorrências como acidentes de trânsito, emergências clínicas, resgates e situações de risco.

“O Samu permanece como um dos pilares do atendimento de urgência e emergência em Mato Grosso. A integração com o Corpo de Bombeiros vem para somar esforços e garantir um serviço ainda mais eficiente à população”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

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Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) e as chamadas para os números de emergência médica 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

A SES faz a gestão direta do Samu da Baixada Cuiabana – nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé. Os 20 serviços de Samu que estão ativos em outras cidades do interior são administrados pelos próprios municípios.

A Secretaria enfatiza que não há qualquer medida para o encerramento do Samu. Ao contrário, o Estado tem promovido ações para qualificar o serviço, como a renovação da frota de ambulâncias, a capacitação de profissionais, o aprimoramento da estrutura de regulação e a implantação de pelo menos 20 novos serviços municipais do Samu, com aporte financeiro do Estado.

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