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Catadores de materiais recicláveis comemoram conclusão do esquema de imunização contra a covid-19

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Secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Anderson Matos, ressaltou o olhar humanizado da gestão. “É mais um compromisso do prefeito Emanuel Pinheiro em olhar por aqueles que mais precisam”.

CELLY SILVA

Luiz Alves

A manhã desta segunda-feira (16) foi de alegria para mais de 400 catadores de materiais recicláveis e balanceiros (pessoas que fazem a pesagem do lixo levado nos caminhões de coleta) que receberam a segunda dose da vacina contra a covid-19, no aterro sanitário localizado na região do Barreiro Branco, através da campanha “Vacina Cuiabá – sua vida em primeiro lugar”.

Fabiolo Miranda Pereira, 34, contou que “só quem já perdeu um parente por causa dessa doença sabe como é, minha tia faleceu há quatro meses. Ela não chegou de ser vacinada”. O catador de material reciclável não contraiu a doença e se diz mais tranquilo para trabalhar, agora imunizado. “Me sinto feliz por ter a segunda dose e também pelo prefeito ter trazido a vacina pra gente não precisar estar locomovendo porque muita gente quer tomar e não conseguiu ainda”, disse.

Neusa Barbosa de Oliveira, 46, que trabalha há 2 anos como catadora, destacou o alívio em estar imunizada. “Estou muito feliz, graças a Deus. Dá aquele alívio. Cheguei a pegar covid há uns 7 meses, foi antes de eu tomar a primeira dose da vacina. Perdi o olfato e o paladar”, conta. O marido dela, Aparecido Francisco da Silva, que também é catador, também foi imunizado no aterro sanitário. Sobre o fato da vacinação ter ocorrido no local de trabalho do casal, Neusa agradeceu. “Foi muito bom porque senão a gente ia ter que entrar na internet pra estar marcando, então foi muito bom ter vindo aqui, mais prático e mais rápido. Se preocuparam mesmo com a gente”, comentou.

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Para Holanda Arruda Paulino, 53, que há 25 anos trabalha no aterro sanitário e dali tirou o sustento de 3 filhos, sendo uma formada em Psicologia, a vacina era algo muito esperado. Ela conta que chegou a ter reação na primeira dose, com dor no corpo, mas que o fato de estar imunizada “compensa”. A trabalhadora vive com um filho e dois netos, torce para que logo eles também possam ser contemplados com a vacina, pois acredita que são os mais jovens que estão se contaminando mais com o coronavírus. “Meu filho pegou covid, já sarou, mas tem perigo de pegar de novo, né? Eu estou com medo. É bom ele vacinar por causa das crianças lá de casa”, afirmou.

Holanda relata ainda sobre o benefício de ter sido vacinada no mesmo local onde trabalha diariamente, pelo fato da dificuldade que tem em se deslocar. “A vacinação aqui foi melhor porque nós aqui depende de condução, de carona. Eu achei maravilhoso!”.

Ela aproveitou para pedir à população mais cuidado ao dispensar o lixo de casa. “Faz muitos anos que a gente mexe com isso e até hoje ainda acha muita agulha, máscara no lixo. Precisa conscientizar mais as pessoas para guardar o vidro numa caixinha de leite, separar o material reciclável do lixo do banheiro e do resto de comida. Se puder pelo menos separar o lixo do banheiro e o resto de comida, já ajuda a gente”, apela.

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O secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Anderson Matos, ressaltou o olhar humanizado da gestão para com o público. “É mais um compromisso do prefeito Emanuel Pinheiro em olhar por aqueles que mais precisam com um olhar clínico. Esses trabalhadores têm contato direto com resíduos sólidos e a gente fica muito feliz em poder contribuir para que eles possam trabalhar com mais tranquilidade e segurança e levar o sustento para suas famílias”.

Os catadores de material reciclável fazem parte do grupo de cerca de 2 mil pessoas em situação de vulnerabilidade, composto também por carroceiros, motoristas de ônibus e trabalhadores da limpeza urbana. A priorização dessas categorias de trabalhadores foi uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro, por conta da situação de maior exposição ao coronavírus em decorrência das funções que exercem, bem como da condição social, por serem pessoas sem acesso à internet e aos polos de vacinação já montados pela Prefeitura.

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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