Nacional
Brasil sediará a 26ª Reunião Especializada de Juventude do Mercosul (REJ)
O Governo do Brasil, por meio da Secretaria Nacional de Juventude vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, tem a satisfação de anunciar que sediará a 26ª Reunião Especializada de Juventude do MERCOSUL (REJ). A agenda ocorrerá dia 17 de dezembro de 2025, no Palácio do Planalto, em Brasília e integra a agenda institucional da Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB), vigente até dezembro de 2025, reforçando o compromisso do país com o fortalecimento da cooperação regional em políticas públicas de juventude.
Criada em 2006, durante a XXXI Reunião do Grupo Mercado Comum (GMC), a REJ é uma das instâncias especializadas do MERCOSUL e reúne representantes governamentais responsáveis pelas políticas de juventude dos Estados Partes e Associados. Seu objetivo central é promover o diálogo técnico e político, harmonizar estratégias, impulsionar a integração regional e reforçar os direitos das juventudes sul-americanas.
Ao longo de sua trajetória, a REJ se consolidou como um dos principais espaços de interlocução multilateral sobre juventude na região, sendo uma oportunidade para formulação de agendas comuns, a troca de boas práticas e o fortalecimento institucional das políticas nacionais.
Avanços e prioridades para a 26ª edição
A 26ª Reunião terá delegações de alguns países membros e associados, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Colômbia, Panamá e Peru. Também participarão representantes da sociedade civil organizada, organismos internacionais e instituições dedicadas às políticas de juventude.
Esta edição dará continuidade às deliberações da 25ª reunião, realizada em 2024, na qual foram aprofundados debates sobre temas prioritários para os mais de 100 milhões de jovens que vivem nos países do bloco. Entre os eixos centrais que estruturam essa edição, se destacam:
- Trabalho e Emprego juvenil;
- Democracia, Participação Política e combate ao racismo;
- Saúde Mental da Juventude;
- Organizações Estudantis;
Considerando os pilares fundamentais de atuação da Presidência Pro Tempore Brasileira, foram incorporados, como complemento aos eixos já estabelecidos, os seguintes temas estratégicos:
- Mudanças Climáticas;
- Segurança Alimentar;
- Gênero e Políticas Públicas para mulheres.
Esses temas refletem a complexidade dos desafios contemporâneos e a urgência de respostas coordenadas que considerem as juventudes como sujeitos estratégicos para o desenvolvimento regional.
Brasil na Presidência Pro Tempore
A realização da 26ª REJ em Brasília reafirma o compromisso do Brasil com a integração sul-americana e com o fortalecimento das instâncias de governança do MERCOSUL. A escolha do Palácio do Planalto como sede da sessão presencial simboliza o reconhecimento da centralidade da juventude nas agendas políticas, sociais e econômicas do país.
Durante a Reunião, a Secretaria Nacional de Juventude Vinculada à Presidência da República tem expectativa de ampliar o diálogo entre governos, organismos multilaterais e juventudes, contribuindo para a construção de diretrizes regionais capazes de promover desenvolvimento inclusivo, participação democrática e justiça social.
Ao sediar a 26ª Reunião Especializada de Juventude, o Brasil reafirma que o desenvolvimento sustentável, a integração regional e a democracia só podem avançar plenamente quando as juventudes ocupem a centralidade das agendas políticas.
O país se compromete a promover uma reunião que fortaleça a cooperação entre os Estados Partes, amplie a construção conjunta de políticas públicas e projete a juventude como agente fundamental para a prosperidade, equidade e estabilidade da região.
Fonte: Secretaria-Geral
Nacional
Prazo de consulta pública sobre o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial é prorrogado até 4 de maio
Brasília, 22/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), prorrogou até 4 de maio o prazo para contribuições à consulta pública do Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial para o Usuário Brasileiro. A decisão foi formalizada pelo Edital nº 3/2026, assinado pelo secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, e publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (17).
Lançada em 20 de março, a consulta tinha prazo original de encerramento em 19 de abril. A prorrogação amplia a janela de participação e garante que cidadãos, especialistas, servidores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil possam contribuir para o aperfeiçoamento do documento. As sugestões, devidamente fundamentadas, devem ser encaminhadas pela Plataforma Brasil Participativo, no portal Brasil Participativo, no campo específico relativo à consulta. Ao encerrar o prazo, a Sedigi realizará a consolidação e análise das contribuições, que poderão ser incorporadas à versão final do guia.
“A consulta pública tem registrado ampla adesão, com contribuições qualificadas de diversos atores públicos e privados. Diante de solicitações de prorrogação e do elevado nível técnico dos debates, considerou-se oportuno ampliar o prazo, a fim de fortalecer a participação e aprofundar ainda mais a qualidade das contribuições”, afirma o diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan.
Elaborado em parceria com o Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina da Universidade de São Paulo (CIAAM/USP) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a versão atual do Guia do Usuário Brasileiro de Inteligência Artificial – Definições, Direitos e Governança de IA no Brasil, com 75 páginas, serve de base para que os interessados respondam ao questionário e apresentem suas contribuições.
Com escrita em linguagem simples e acessível, o guia orienta a população sobre o funcionamento da inteligência artificial, seus usos, limitações, riscos e os direitos e deveres dos cidadãos na interação com essas tecnologias.
O documento está organizado em três partes:
A Parte I apresenta uma visão geral em formato de perguntas e respostas — o que é IA, como ela é criada, o que são alucinações, como a tecnologia impacta o cotidiano e quais são os direitos e deveres de usuários e desenvolvedores.
A Parte II aprofunda os conceitos: algoritmos, aprendizado de máquina, big data, ciclo de vida da IA e seu potencial prático no Brasil, além de tratar de limites e desafios como vieses e discriminação, opacidade, deepfakes, desinformação, privacidade e os impactos específicos sobre crianças, adolescentes e saúde mental.
A Parte III aborda direitos e governança, reunindo temas como transparência e explicabilidade, contestação e revisão de decisões automatizadas, proteção de dados, direitos do consumidor, equidade, sustentabilidade e responsabilização. O guia ainda conta com glossário e referências bibliográficas.
A iniciativa integra a Ação 50 do Eixo 5 do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), principal instrumento da política federal para o desenvolvimento e uso responsável da tecnologia, com previsão de investimentos superiores a R$ 20 bilhões entre 2024 e 2028.
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