CUIABÁ
Botelho descarta amizade com Emanuel:’não ando e nem vou à festa com ele’
JB News
Da Redação
Na manhã desta quarta-feira (29), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Eduardo Botelho (UB), esclareceu à imprensa que não possui uma relação de amizade com o atual prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB).
A declaração foi uma resposta direta a um vídeo recente de Pinheiro, no qual ele afirmou que Botelho seria seu “amigão”.
“Eu não sou amigo de Emanuel, não frequento a casa dele, não vou à festa com ele, não discuto administração com ele, e nem sou amigão dele,” declarou Botelho, dissipando quaisquer dúvidas sobre sua relação com o prefeito.
A fala de Botelho intensifica a já acirrada rivalidade política em Cuiabá.
Emanuel Pinheiro, além de enfrentar a oposição de Botelho, lida com críticas e rivalidades com outros políticos, incluindo o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e diversos outros que o acusam de corrupção e má administração.
Com a entrada de Eduardo Botelho na corrida pela prefeitura, Emanuel Pinheiro ganha mais um adversário de peso.
Botelho, que possui uma forte presença na Assembleia Legislativa, promete trazer uma nova dinâmica à disputa eleitoral em Cuiabá, destacando-se como um crítico vocal da gestão atual.
A decisão de Botelho de se candidatar e a sua firme rejeição à associação com Pinheiro marcam um novo capítulo na política local.
Ele se apresenta como uma alternativa à administração vigente, focando em uma plataforma de renovação e responsabilidade.
O cenário político de Cuiabá promete se tornar ainda mais competitivo e intenso à medida que as eleições se aproximam, com Eduardo Botelho posicionando-se como um candidato de oposição determinado a desafiar o status quo e a enfrentar de frente os problemas da cidade.
CUIABÁ
Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura
A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)
O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.
Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.
Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.
O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.
Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.
Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.
A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.
Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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