POLITICA
Botelho afirmar que deixa presidência da ALMT com sensação de dever cumprido: “Saio de cabeça erguida”
JB News
Por Alisson Gonçalves
Na manhã desta segunda-feira,03, o deputado estadual Eduardo Botelho (União) participou da posse da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e fez um balanço do seu período na presidência.
Após anos no comando do parlamento estadual, Botelho destacou os desafios enfrentados e afirmou que deixa o cargo com a consciência tranquila. “Saio de cabeça erguida”, declarou o parlamentar.
Botelho relembrou a crise financeira vivida por Mato Grosso no início da gestão de Mauro Mendes (União) e a atuação da Assembleia Legislativa para aprovar medidas que ajudaram na recuperação fiscal do Estado.
Além disso, mencionou o papel do parlamento durante a pandemia da Covid-19, ressaltando a dificuldade enfrentada por toda a população e a necessidade de tomar decisões difíceis.
“Deixamos a presidência com dever cumprido. O parlamento evoluiu muito, fizemos nossa contribuição nos momentos mais difíceis do Estado nos últimos anos”, afirmou.
O deputado não integrou a nova composição da Mesa Diretora porque, no período das articulações, estava focado nas eleições municipais de Cuiabá.
Ele era apontado como favorito nas pesquisas, mas não conseguiu se eleger prefeito da capital.
Apesar disso, segue no cargo de deputado estadual e garante que continuará atuando politicamente.
“Vamos para frente, que em outros campos nós vamos estar lutando”, afirmou.
A nova Mesa Diretora da ALMT tomou posse nesta segunda-feira e será presidida por Max Russi, tendo como vice-presidentes Júlio Campos, Gilberto Cattani e Wilson Santos.
A primeira secretaria ficou com Dr. João, seguido por Paulo Araújo, Diego Guimarães, Elizeu Nascimento, Fábio Tardin e Juca do Guaraná nas demais funções da diretoria.
Botelho elogiou a composição da nova Mesa e demonstrou otimismo quanto ao futuro da ALMT.
“Já vinham trabalhando conosco. Max Russi já fazia parte da Mesa desde 2019, Dr. João é uma pessoa muito querida. Então a gente vê um futuro promissor para essa Mesa”, concluiu.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
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