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Abílio convida vice-governador Otaviano Pivetta a se filiar ao PL para disputar governo em 2026

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Por Nayara Cristina

Cuiabá (MT), 9 de julho de 2025 — Durante a entrega do relatório de seus seis primeiros meses à frente da Prefeitura de Cuiabá, realizada nesta quarta-feira (9), no  tTribunal de Contas de MT,o prefeito Abílio Brunini surpreendeu ao convidar publicamente o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, a se filiar ao Partido Liberal (PL). A declaração foi feita durante o evento e já começa a movimentar os bastidores políticos com vistas às eleições de 2026.

Segundo Abílio, o gesto é uma tentativa de conciliar o apoio pessoal que tem a Pivetta com sua fidelidade partidária ao PL, legenda que também poderá lançar um nome próprio para a disputa ao governo estadual. “A única forma de eu poder apoiar o Pivetta sem ir contra o meu partido é se ele se filiar ao PL. Assim, seguimos juntos com coerência e unidade”, afirmou o prefeito.

Otaviano Pivetta ainda não comentou publicamente o convite, mas a fala de Abílio já repercute entre lideranças políticas locais e estaduais, sendo vista como um possível início de alinhamento estratégico para a formação de alianças visando o pleito de 2026.

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Abilio lembrou que o PL também tem um nome que já se posicionou como pré candidato ao governo, que neste caso é o senador Weligton Fagundes.

Disse ainda que Pivetta não comentou se deixaria o Republicanos partido ao qual faz parte. “ Ele tem o tempo dela para decidir.  Mas eu não posso ir contra uma candidatura do PL”.

O relatório apresentado por Abílio nesta manhã destacou ações nas áreas de infraestrutura, saúde e transporte, marcando a metade do primeiro ano de seu mandato como prefeito da capital mato-grossense. O evento contou com a presença de vereadores, secretários municipais e lideranças comunitárias.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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