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“A carne mato-grossense é uma das mais orgânica do mundo”, afirma Otaviano Piveta ao destacar que o Estado vai mostrar seu modelo produtivo na COP-30

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por Nayara Cristina

MORATÓRIA DO BOI

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Piveta, afirmou que o Estado vai apresentar ao mundo, durante a COP-30, o resultado de um trabalho contínuo de sustentabilidade e responsabilidade ambiental que tem transformado o setor produtivo mato-grossense em referência internacional. Segundo Piveta, Mato Grosso tem reduzido o desmatamento ilegal e ampliado práticas sustentáveis no campo, especialmente na pecuária e na agricultura, setores que sustentam a economia estadual.

Durante entrevista, ao ser questionado sobre o tema da moratória do boi — levantado por um jornalista que comparou a política à moratória da soja —, o vice-governador destacou que o Estado já adota um modelo produtivo com responsabilidade ambiental e transparência.

“O IMAC, que é presidido pelo Caio, tem feito um trabalho extraordinário para a imagem da nossa carne bovina. E, de fato, Mato Grosso produz com sustentabilidade. A nossa carne bovina, além de ser a mais orgânica do mundo, é também responsável. E é isso que vamos mostrar na COP-30: o nosso sistema produtivo, que é exemplo para o país e para o mundo”, declarou.

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Piveta enfatizou que o governo estadual vem empreendendo, desde 2019, uma série de políticas públicas voltadas à redução de custos de produção e à modernização da infraestrutura, com o objetivo de fortalecer a competitividade da carne e de outros produtos do agronegócio mato-grossense sem comprometer o meio ambiente.

“Estamos fazendo novas estradas, diminuindo tributos e facilitando a vida das empresas e dos frigoríficos. O governo tem feito o possível para que a nossa produção seja cada vez mais eficiente e competitiva”, pontuou o vice-governador.

Questionado sobre as críticas internacionais que associam o Brasil e o Estado de Mato Grosso ao desmatamento, Piveta foi enfático ao afirmar que o governo tem atuado com firmeza para eliminar práticas ilegais.

“Nós estamos mostrando que não há desmatamento ilegal sendo tolerado. O monitoramento é constante, dia a dia, hora a hora, e há de quem cometer qualquer tipo de desmate ilegal. Temos combatido isso com toda a veemência desde o início da gestão”, reforçou.

Mesmo diante de dados que ainda colocam o Estado entre os líderes de desmatamento no país, Piveta defendeu que Mato Grosso tem feito avanços reais e permanentes no combate às irregularidades ambientais.

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“O Brasil ainda carrega essa imagem de ser um país que desmata muito, e pode haver um fundo de verdade nisso. Mas aqui em Mato Grosso o trabalho é sério. Nós reduzimos o desmatamento ilegal e seguimos vigilantes para que a produção aconteça dentro da legalidade”, disse.

Otaviano Piveta afirmou ainda que o governo estadual pretende usar a COP-30 como vitrine para demonstrar que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Segundo ele, Mato Grosso tem todas as condições para ser um exemplo de equilíbrio entre produtividade, tecnologia e sustentabilidade.

“O mundo vai conhecer na COP-30 a carne mais sustentável do planeta e um Estado que trabalha para manter a floresta em pé sem abrir mão do progresso”, finalizou o vice-governador.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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