Economia

Governo autoriza aumento na conta de energia elétrica a partir de hoje 01 de setembro

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Bandeira da Escassez

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Por Jota de Sá

A Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), anunciou já no final desta terça-feira (31.08), a criação da mais a mais nova taxa extra, na  bandeira de cobrança na conta da energia elétrica  em todo o país. A bandeira de Escassez hídrica representa o aumento de R$ 4, 71, se relacionada com a atual bandeira vermelha, com o aumento de 52%, que é de R$ 9,49 por 100 kWh, aplicada até o final de junho deste ano teve um aumento de 49,6%.

Veja o exemplo :👇

O Ministério de Minas e Energia alegou a bandeira de emergia hídrica não existia, até a crise atual no setor hídrico Brasil, e que o aumento de energia na conta de luz provocará um aumento de 6, 78%, nos consumidores regulados como residenciais.

Segundo os especialistas no ramo a crise hídrica no país é uma dais mais caóticas dos últimos 90 anos. As bandeiras tarifárias tem o objetivo de remunerar o uso de usinas termoelétricas que tem o custo mais elevado por conta dessa crise.

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Uma apresentação divulgado pelo Ministerio de Minas e Energia em junho,  comunicou um déficit de 5, 2 bilhões de reais, e pelos cálculos não cobria os custos de geração extras de energia.

André Pepitone diretor da Aneel disse em uma entrevista que caso haja uma melhora causada pela crise hídrica, os valores das contas possam ser reduzidos antes do prazo previsto pelo setor, e que “Na própria decisão de criar a nova bandeira, existe o dispositivo de rever e até mesmo suspender os aumentos”.

O novo aumento nos valores das contas de energia foi dado pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergéticas (Creg), criado pelo presidente Jair Bolsonaro em junho de ano. A Creg inclui representantes de todos os setores do ramo energético, incluindo os ministérios de Minas e Energia e o de Economia. Para o Ministerio de Minas e Energia o cenário de geração de energia no país tem piorado.

A Creg também aprovou um programa que estimula a redução no consumo de energia elétrica, premiando os consumidores em R$ 50 por 100 KWh reduzidos na conta, a premiação estende aos consumidores denominados de baixa renda. O programa já começa a valer a partir de hoje 01 de setembro.

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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