POLITICA
Governador de MT recebe honraria por ações voltadas à saúde, segurança alimentar e segurança pública
Mauro Mendes recebeu colar “Cavaleiro da Paz” da Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP)
Lucas Rodrigues | Secom-MT
O governador Mauro Mendes, ao receber o colar “Cavaleiro da Paz” na manhã desta quinta-feira (24.06), afirmou que a promoção da paz na sociedade envolve cuidar “da Segurança Pública, da Saúde e da segurança alimentar” da população.
A condecoração foi entregue pela Associação Brasileira das Forças Internacionais de Paz (ABFIP). De acordo com a ADBFIP, a honraria foi entregue em reconhecimento a autoridades “que tenham se destacado em ações humanitárias e manutenção de paz no brasil e no exterior, bem como prestados relevantes serviços à sociedade brasileira”.
“Essa é uma homenagem que significa o reconhecimento de esforços, de ações, de atitudes, que possam colaborar para promover a paz, que é algo que todos nós queremos e desejamos para nossos filhos, nossos familiares e nossa população. Mas a paz não é algo que se ganha. É a construção de um equilíbrio na sociedade e entre os indivíduos”, pontuou o governador.
Conforme Mauro Mendes, a manutenção da paz depende de muitos fatores, mas especialmente de o Poder Público colaborar para que todos possam exercer seus direitos básicos enquanto cidadãos, como acesso à alimentação, Segurança, Saúde, Educação, lazer, moradia e trabalho.
Nesse sentido, o Governo de Mato Grosso tem empreendido todos os esforços, desde a construção em andamento de seis hospitais e reformas e ampliações nos atuais; fomento e desburocratização das atividades econômicas; entrega de títulos de propriedade e casas populares; construção e reforma de escolas; centenas de obras de Infraestrutura; auxílio financeiro às famílias de baixa renda; entre muitas ações.
“Promover a paz é cuidar da Segurança Pública, cuidar da Saúde, cuidar da segurança alimentar. Não há paz se não houver justiça entre nós, quando a verdade não está entre nós, quando muitas pessoas não têm condições de ter acesso à Saúde e à alimentação. Isso é papel do Estado, papel do Poder Público, e eu como governador tenho procurado todos os dias desempenhar esse papel. Fazer com o que o Estado de Mato Grosso cumpra suas obrigações na Saúde, na Segurança, na Infraestrutura, gerando empregos. Tudo isso é dever de toda autoridade que tem hoje esse papel”, destacou.
Do Governo de Mato Grosso, também foram condecorados com honrarias: os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e Alexandre Bustamante (Segurança Pública); o delegado geral da Polícia Civil, MáriO Demerval e o adjunto Gianmarco Paccola; e os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, coronéis Jonildo José de Assis e Alessandro Borges Ferreira, respectivamente.
POLITICA
Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO
JB News
pir Nayara Cristina
lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo
A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.
Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando” .
A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.
Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista .
A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente .
O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.
O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.
Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.
Veja:
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