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AL-MT mantém veto do governador em projeto de lei que congela preço de itens da cesta básica

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Fecomércio-MT e entidades representativas do segmento se manifestaram contra o PL, que proíbe a cobrança de preços acima dos praticados até 1º de março de 2020.

Após tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) o Projeto de Lei nº 250/2020, de autoria do deputado estadual pelo PSL, Sílvio Fávero, que proíbe a cobrança de preços acima dos praticados até 1º de março de 2020 em itens da cesta básica, enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia, o governador do estado vetou após forte pressão de entidades representativas do comércio.

Com o retorno do projeto à Casa de Leis para uma nova apreciação dos parlamentares, e após manifestação dos representantes da Fecomércio-MT, da Associação dos Supermercadistas (Asmat) e do Sindicato de Gêneros Alimentícios (Sincovaga-MT), o veto foi mantido na sessão realizada nesta quarta-feira (30.09). Se o veto fosse derrubado pelos deputados, a lei implicaria em multa para os estabelecimentos e fornecedores, de R$ 5 mil a R$ 25 mil, e apreensão dos produtos.

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Para o superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, o PL ataca fundamentos básicos do ordenamento jurídico nacional, além de apresentar contrapontos. “Caso tal hipótese se confirme, é possível haver desabastecimento dos produtos, o que seria um cenário pior em termos econômicos”, disse Cunha.

O superintendente acrescentou, ainda, que a imposição de multas pode ser repassada ao preço dos produtos e o fechamento de estabelecimentos acarreta a diminuição de oferta de itens da cesta básica. “Em casos extremados, fechar um fornecedor de produtos pode excluir a oferta de produtos básicos ao consumidor. Além disso, pode agravar o problema de desabastecimento de mercado que políticas de congelamento podem gerar”, afirmou.

Os representantes dos Supermercadistas, Alessandro Morbeck Teixeira, e de Gêneros Alimentícios, Kassio Rodrigo Catena, reforçaram a ideia de inconstitucionalidade do projeto pelo fato de dar autonomia ao estado para legislar sobre tema de competência exclusiva da União, afrontar o princípio da razoabilidade por se tratar de matéria do Código Defesa do Consumidor e por violar os princípios da liberdade de iniciativa e da concorrência.

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“Convém ressaltar que o aumento dos produtos integrantes da cesta básica não ocorreu somente pela atual crise, pois o aumento percebido em algumas mercadorias foi em decorrência do repasse realizado pelos fornecedores das ditas mercadorias e pela influência sazonal, entressafra – plantio, clima, colheita -, além do aumento do dólar, bolsas de valores, dentre outros”, consta em ofício enviado aos parlamentares pelos representantes do segmento.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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